A Imprescindível Suplementação Nutricional no Desporto
Na maioria dos casos tornar-se-ia difícil, quer pelo problema que geraria desenvolver esforços em pleno processo digestivo, quer pela impossibilidade da sua ingestão pela ausência de desejo que acontece imediatamente após o esforço físico intenso. E é aqui onde está o maior problema, devido aos inúmeros casos e tipos de nutrientes a repor.
Estes devem ser incorporados mesmo antes do esforço e outros até não mais de 45 minutos após a finalização do mesmo.
Dois aspectos, que a meu ver, ajudaram a gerar uma grande confusão sobre esta problemática. Um o facto de não serem muitos os profissionais que se dedicam profundamente à abordagem da Nutrição e Suplementação desportiva, o que criou espaço para que alguns se constituíssem em verdadeiros geradores de opinião, mas carentes do conhecimento científico indispensável que a área exige.
O outro problema a ressaltar é que sempre que se associou a suplementação desportiva a dois grupos de substâncias, as que se vinculam com efeitos dopantes e bem podem ser de alto risco para a saúde, e as que se massificaram porque produzem uma imensa riqueza a quem as elabora mas carecem do total apoio das investigações no campo da Nutrição e da Suplementação.
Estes últimos produtos, lamentavelmente são os que levaram vários profissionais da área da saúde a colocar todas elas debaixo da mesma óptica e diagnóstico, conduzindo a uma tendenciosa má opinião de tudo aquilo que se rotulou de suplemento desportivo.
É aqui oportuno tornar claro o conceito de “suplemento” porque talvez o princípio da consciencialização da importância de fornecer suplementos aos desportistas tenha como base a definição da denominação. Classifica-se como suplemento a substância necessária a incorporar ao organismo quando as necessidades dessa substância superam as fornecidas pela alimentação normal.
E estas necessidades estão potenciadas porque as exigências do esforço físico sobre vários destes suplementos são em muito superiores ao que podemos incorporar através da alimentação tradicional. E tudo isto agravado, como expliquei, se considerarmos que devem ser incorporados no nosso organismo não durante a refeição mas no momento óptimo, algo que pode ser muito distante dos horários das refeições.
Poderíamos acrescentar aqui, que mesmo coincidindo os momentos da ingestão pós-treino com o da refeição, seria uma decisão muito desafortunada incorporar os nutrientes nesse momento através da alimentação tradicional devido a que se estabeleceria uma competição entre o sangue que o organismo reclama para fazer a digestão e o que os músculos necessitam para recuperar do pós-esforço.
É também necessário compreender que os processos de recuperação logo após as altas exigências não começam com a finalização do esforço. Os denominados processos catabólicos, que se referem àqueles fenómenos orgânicos que geram perdas ou destruição de diferentes substâncias e tecidos e que começam no momento preciso do aumento da exigência física, podem ser limitados graças à adequada ingestão de certos suplementos combinados.
Estes não só podem reverter as reacções no sentido da reparação e construção dos danos ou percas (anabolismo), como também garantem uma maior rapidez na diminuição do stress de esforço com a imediata restituição dos substratos perdidos durante o exercício.

