Vitaminas pela pele
As vitaminas são essenciais para combater os radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento precoce da pele, e para a defender do stress ambiental, causado por agressores como a poluição, a luz solar e o fumo do tabaco.
Todos os dias a nossa pele é agredida. Todos os dias a expomos, voluntária ou involuntariamente, a factores que contribuem para o seu envelhecimento prematuro: poluição atmosférica, radiação solar, fumo do tabaco, álcool, excesso de gorduras alimentares.
São factores que potenciam o desenvolvimento de radicais livres, agentes internos responsáveis por danos nas células com consequências que podem ir do envelhecimento precoce a doenças várias, das oncológicas às cardiovasculares.
Trata-se de partículas instáveis geradas pelo próprio organismo durante os processos metabólicos, ou seja, os que sustentam a vida como a respiração. Aliás, uma parte (2 a 5%) do oxigénio que respiramos transforma-se em radicais livres.
Nem todos estes radicais livres são nocivos, pois integram o sistema imunitário, participando na defesa do organismo contra bactérias e vírus. Mas, por vezes, o meio ambiente faz disparar a produção destes elementos instáveis e é esse excesso que é prejudicial.
Perante essa ameaça potencial, o organismo faz entrar em acção substâncias cuja missão é exactamente neutralizar os radicais livres e, assim, defender a saúde das células – são os antioxidantes, fornecidos essencialmente pela alimentação.
A eficácia desta defesa depende da prática de uma dieta equilibrada, mas também de hábitos de vida saudáveis, como não fumar e não consumir bebidas alcoólicas – é que estes são dois elementos que desequilibram a relação de forças entre radicais livres e antioxidantes.
O máximo benefício obtém-se com a fruta e os legumes, pois são as principais fontes de antioxidantes. Daí que seja recomendada a sua inclusão a todas as refeições, devendo o consumo mínimo ser de cinco porções diárias – isto equivale a três peças de fruta e 200 gramas de legumes ou a 300 gramas de legumes e duas peças de fruta.
Quando a alimentação é deficiente nestes nutrientes podem ser tomados suplementos vitamínicos – mas nunca sem aconselhamento de um profissional de saúde. No entanto, apenas como complemento, já que os efeitos benéficos dos alimentos naturais são significativamente superiores.
Fruta e legumes, mas não só
A fruta e os legumes são as principais fontes de antioxidantes, mas não as únicas. Eis alguns alimentos que fornecem estas armas no combate aos radicais livres:
Betacaroteno – brócolos, agrião e demais vegetais de folha verde, cenoura, batata doce, abóbora;
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Vitamina C – laranja, kiwi, morango e frutos silvestres, brócolos, espinafres, manga, tomate, pimento, uvas;
Vitamina E – óleo gérmen de trigo, amendoim, nozes, amêndoas, sementes e óleo de girassol, milho, brócolos, espinafres, azeite e óleo soja;
Licopeno – tomate, goiaba, melancia;
Flavenóides – uvas, vinho tinto, chá, azeite e azeitonas;
Selénio – cereais pouco refinados; frutos secos, atum, ovo;
Zinco – ostras, cereais integrais, marisco, carne.
O importante é variar, não privilegiando uns alimentos em detrimento de outros: só assim se obtém o necessário equilíbrio nutricional.
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