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Verão exige tratamento obrigatório da Acne

30 Julho, 2009 0

Cerca de 80% dos jovens vive a sua fase da adolescência marcada pela Acne, uma patologia crónica da pele resultante de influências hormonais e genéticas que, por ser tão frequente, é considerada pelos especialistas médicos como praticamente universal durante este período, embora também possa persistir na fase adulta.

Este grau de incidência faz da Acne a principal causa que leva os jovens portugueses às consultas de Dermatologia, sendo que 10 a 15% dos casos apresentam formas consideradas graves da doença, não só pelas suas repercussões físicas, mas também, psicológicas ou mesmo psiquiátricas.

A época balnear é, segundo o Dermatologista e Membro do Portuguese Acne Advisory Board, Dr. António Massa, um período importante que requer atenção redobrada no tratamento da Acne: – “Mesmo no Verão é obrigatório o tratamento da Acne, pois com o sol há como que uma esterilização das espinhas e das borbulhas, a pele fica mais grossa e, como tal, torna as lesões mais profundas. Isto justifica o seguimento do tratamento da Acne nesta época do ano para manter aberto o folículo e facilitar a drenagem do sebo que se forma em excesso”.

Os picos de incidência da Acne manifestam-se entre os 14 e os 17 anos de idade nas raparigas, e os 16 e 19 anos nos rapazes, diminuindo progressivamente com a idade e desaparecendo antes dos 25 anos. Apesar de existirem vários mitos associados ao aparecimento da Acne (tais como dietas, estilo de vida, actividade sexual, má higiene ou uso de cosméticos), as causas que estão na origem deste problema são claras: alteração do crescimento das células do folículo piloso, produção excessiva de sebo, aumento do crescimento bacteriano e inflamação. São estes os factores que provocam as lesões elementares observadas na Acne: os comedões abertos (“ponto negro”), comedões fechados (“ponto branco”), pápulas (“borbulhas”), pústulas (“espinhos”) e, com menos frequência, nódulos inflamatórios, quistos e cicatrizes.

O impacto da doença não se faz apenas sentir a nível físico, deixando marcas também a nível psicossocial, ao trazer consequências graves no plano pessoal e interpessoal, numa altura em que a imagem assume um papel predominante na afirmação e construção do indivíduo. Estudos comparativos demonstram mesmo que a Acne afecta os seus doentes nos planos emocional, psicológico e relacional em grau semelhante e superior ao verificado em doenças crónicas clássicas, como por exemplo, a Asma, Epilepsia, Diabetes e Artrite.

Taxas mais elevadas de insucesso escolar e de desemprego, depressão e ansiedade, rejeição social e isolamento são algumas das principais repercussões negativas desta patologia.

De acordo com este dermatologista do Portuguese Acne Advisory Board, a Acne “é uma patologia cuja causa resulta de uma alteração que ocorre ao nível da unidade pilossebácea, sendo mais intensa nas zonas onde há glândulas sebáceas, a saber, na face e tronco. Está provado, e todos sabemos, que uma cara bonita melhora a nossa auto-estima, facilitando o relacionamento interpessoal, mas nos tempos de hoje é possível e quase seguro controlar a Acne com um tratamento médico correcto e adequado”.

Este especialista médico acrescenta, ainda, que assiste-se hoje ao aparecimento de tipos de Acne cada vez mais tardios, ou seja, depois dos 25 anos e com maior incidência no sexo feminino. “Isto implica termos que ter sempre presente que enquanto e sempre que haja lesões na face ou no tronco, é importante fazer tratamento da patologia, pelo menos a nível local e durante seis a doze meses após o último surto de Acne”, explica.

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