Tumor da bexiga: Diagnóstico precoce é a chave do sucesso - Médicos de Portugal

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Tumor da bexiga: Diagnóstico precoce é a chave do sucesso

9 Maio, 2009 0

O cancro da bexiga é a quinta neoplasia mais comum em todo o mundo, sendo mais frequente nos países desenvolvidos. Afecta predominantemente o sexo masculino e o pico de incidência é entre a sexta e sétima décadas de vida.

Os factores de risco para o seu aparecimento são principalmente tóxicos, destacando-se o tabaco. Indivíduos fumadores apresentam um risco três vezes superior e, mesmo os ex-fumadores mantêm um risco duplamente maior. Outros relacionam-se com a exposição profissional a carcinogénios industriais como anilinas e aminas aromáticas (indústrias produtoras de borracha e plástico e coloração têxtil) ou com alguns fármacos – a ciclofosfamida, usado como imunosupressor ou no tratamento do cancro e a fenacetina, utilizada em alguns analgésicos, embora já raramente.

Outros factores de risco associados, para além de algumas alterações genéticas, são a algaliação crónica, infecções urinárias de repetição e antecedentes de radioterapia pélvica por outra neoplasia. Em alguns países tropicais, a infecção por um parasita – schistosoma haematobium – confere também um maior risco.

Clinicamente, a presença de sangue na urina (hematúria), geralmente intermitente, é o sintoma mais frequente, estando descrito em 85% dos casos. Os sintomas irritativos, como a frequência e urgência urinárias e o ardor miccional são menos frequentes. Muitas vezes, estes sintomas podem simular uma infecção urinária banal.

 

Clinicamente, a presença de sangue na urina (hematúria), geralmente intermitente, é o sintoma mais frequente, estando descrito em 85% dos casos. Os sintomas irritativos, como a frequência e urgência urinárias e o ardor miccional são menos frequentes. Muitas vezes, estes sintomas podem simular uma infecção urinária banal.

 

Exames de diagnóstico

A ecografia, por não ser um exame invasivo, tem vindo a ser progressivamente utilizado como exame inicial, dado que permite a visualização e caracterização de lesões vesicais com mais de 0.5 cm, com algumas limitações.

O exame citológico da urina pode detectar células neoplásicas. No entanto, apresenta baixa sensibilidade (cerca de 35%), sobretudo nos tumores de baixo grau, o que significa que a sua negatividade não exclui a doença.

O exame padrão para o diagnóstico do carcinoma da bexiga é a cistoscopia, já que permite a observação directa da mucosa vesical e a biópsia de lesões suspeitas.

O diagnóstico definitivo é feito a partir da ressecção cirúrgica transuretral (através da uretra) do tumor, sob anestesia geral.

No momento do diagnóstico, 75-80% dos tumores são superficiais (confinados à mucosa) e, portanto, curáveis. Este tipo de tumores apresenta, no entanto, uma elevada taxa de recidiva pelo que, em algumas situações, se complementa a ressecção transuretral com a instilação intravesical de drogas. Esta decisão é baseada no risco de recorrência estabelecido para cada tumor.

Os casos que não são detectados e/ou tratados precocemente, têm tendência a tornar-se invasivos e a disseminar localmente e à distância, assumindo um prognóstico sombrio.

Perante um tumor invasivo, é essencial a realização de exames, como a TAC abdominopélvica, a radiografia do tórax e, eventualmente a cintigrafia óssea para correcto estadiamento e exclusão de metastização à distância.

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