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Tratamentos permitem reduzir danos físicos e psicológicos

13 Fevereiro, 2007 0

A osteoporose afecta em todo o mundo 150 milhões de pessoas. Mas para este grande mal existem soluções bastante eficazes.

O que é a osteoporose?

A osteoporose, que significa literalmente «osso poroso», consiste numa diminuição da massa óssea, o que faz com que o osso perca qualidades estruturais e tenha uma menor resistência mecânica e fique mais frágil e mais susceptível de se fracturar espontaneamente ou na sequência de pequenos traumatismos.

É um problema global, que afecta mais de 150 milhões de pessoas em todo o mundo. Cerca de 50% das mulheres pós–menopáusicas sofrem desta patologia e, com o aumento e envelhecimento da população mundial, esta doença tende a provocar um aumento significativo da mortalidade e da incapacidade.

As mulheres com idades compreendidas entre os 45 e os 64 anos apresentam uma diminuição da sua qualidade de vida com a chegada da menopausa, especialmente se têm riscos para a sua saúde como a osteoporose ou doenças cardiovasculares.

Na realidade, a osteoporose afecta três em cada cinco mulheres com mais de 50 anos. Cerca de uma em cada três mulheres pós-menopáusicas terá osteoporose e 40% das mulheres com mais de 50 anos terão uma fractura osteoporótica.

Quais são as fracturas mais habituais?

As fracturas vertebrais são a complicação mais frequente da osteoporose. Mais de 30% das mulheres com mais de 75 anos são acometidas de uma ou mais fracturas vertebrais de causa osteoporótica. Acima dos 85 anos de idade este número ultrapassa os 50%. As mais frequentes causadas pela osteoporose são as vertebrais, da anca e do punho, com especial destaque, pela sua frequência e por serem as primeiras a ocorrerem, para as fracturas vertebrais.

As mulheres que já sofreram uma fractura vertebral têm duas a quatro vezes mais possibilidades de sofrer outra, ou uma fractura da anca, do que as mulheres que nunca tiveram nenhuma fractura. Os estudos realizados demonstram que cada fractura adicional está associada a um aumento significativo das limitações de funcionamento e mobilidade.

As fracturas osteoporóticas são causa de sofrimento directo (dor, incapacidade, deformação do corpo, alterações na vida social ou mesmo morte) e de sofrimento de terceiros (familiares, amigos). Ao mesmo tempo, sabe-se que os custos directos e indirectos desta patologia são muito elevados.

Como se pode prevenir?

Até há poucos anos, a capacidade de diagnosticar a osteoporose e de tratar a doença estava muito limitada.

Actualmente, é facilmente diagnosticada, através da realização de uma medição da quantidade de cálcio no osso (densitometria). A intervenção possível contra a osteoporose também tem sido acrescentada de novos conceitos preventivos e terapêuticos. Assim, podemos dizer que hoje não é uma fatalidade, e que é possível tentar prevenir a sua consequência principal, que é a fractura óssea.

Eis algumas das medidas preventivas:

• Uma boa actividade física, como andar a pé ou a natação;

• Fazer a ingestão de cálcio adequada, sendo de salientar o leite magro, que tem mais cálcio que o gordo; poderão ser usados suplementos de cálcio;

• Moderar a ingestão de álcool e de cafeína e não fumar;

• Evitar as dietas muito ricas em proteínas.
Em geral, sempre que se suspeite da possível existência de osteoporose, deve-se ir ao médico, que diagnosticará a doença, avaliará a possível interferência de outras patologias e decidirá quais as medidas gerais de prevenção e, se necessário, as medidas farmacológicas.

Caso seja diagnosticada osteoporose, o objectivo fundamental será a prevenção da ocorrência de fracturas.

Diversos tratamentos

A facilidade em obter o diagnóstico faz com que a intervenção possível contra a osteoporose seja bem-sucedida. Afinal, hoje existem novos conceitos terapêuticos e novos medicamentos capazes de dar respostas às mais variadas situações.

De acordo com o Dr. Paulo Clemente Coelho, reumatologista do Instituto Português de Reumatologia, «cada tratamento deve ser adaptado ao doente em concreto e à multiplicidade de variáveis que cada pessoa e cada doença comporta. Além disso, cada vez mais se preconiza que os tratamentos, geralmente prolongados por muitos anos, devam ser adaptados periodicamente às condições variáveis da doente e da própria osteoporose».

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