Acompanhada de sintomas de rinite » Conjuntivite alérgica: forma mais comum de alergia ocular
No entanto, alguns dados referentes a outras manifestações clínicas da alergia permitem ter uma ideia da evolução epidemiológica provável das conjuntivites alérgicas.
Segundo Luís Delgado, «pelo menos 15% da população europeia com menos de 30 anos tem rinite. A prevalência em Portugal, para a rinite, é de cerca de 10% na população adulta e, pelo menos, 20% nas crianças; para a rinoconjuntivite, os dados dos inquéritos realizados na população infantil (ISAAC) correspondem a cerca de metade da prevalência de rinite, portanto entre 8 a 13%».
Quando a conjuntivite
não é alérgica…
Perante uma conjuntivite, resta ao clínico definir se é alérgica ou infecciosa.
«Na conjuntivite infecciosa (bacteriana ou vírica) predominam as secreções seromucosas e formação de crostas matinais em contraste com a lágrima límpida e o prurido da alergia», elucida o imunoalergologista, prosseguindo:
«Em contraste com a alergia ocular, bilateral, com frequência as conjuntivites infecciosas são assimétricas, associando-se a sintomas de recente infecção respiratória alta e, nas víricas, a adenopatias pré-auriculares ou submandibulares.»
«Na suspeita de conjuntivite alérgica raramente é necessário pedir exames laboratoriais numa primeira aproximação, pois os elementos da história clínica e do exame oftalmológico são os mais determinantes para o diagnóstico», aponta o vice-presidente da SPAIC.
Contudo, numa conjuntivite alérgica persistente ou recidivante, são importantes os testes cutâneos e/ou a quantificação sérica da IgE específica, nomeadamente para revelar o(s) alergénio(s) implicado(s).
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