Conjuntivite alérgica: forma mais comum de alergia ocular | Rinite

A carregar...

Acompanhada de sintomas de rinite » Conjuntivite alérgica: forma mais comum de alergia ocular

3 Abril, 2008 0

«Os ácaros domésticos (Dermatophagoides pteronyssinus e Dermatophagoides farinae) são a principal fonte alergénica do pó da casa, alimentando-se das escamas que continuamente se libertam da pele humana e de certos bolores», menciona Luís Delgado, acrescentando:

«O seu crescimento é facilitado pelo calor e, sobretudo, pela humidade. Daí que seja no quarto de dormir – na roupa da cama, nas almofadas, cobertores e, sobretudo, nos colchões – que eles existem em maior abundância e, particularmente, a partir de Outubro e durante todo o Inverno.»

Como não poderia deixar de ser, nas conjuntivites alérgicas com sensibilização aos pólenes e agravamento sazonal interessa diminuir a exposição àqueles alergénios.

No nosso País, a época polínica inicia-se em fins de Fevereiro/Março (pólenes de árvores), tem um pico máximo em Maio/
/Junho (gramíneas) e termina em Julho, por vezes, um pouco mais tarde (parietária).

Deste modo, durante este período, «deve evitar-se caminhar em grandes espaços relvados ou cortar relva, andar na rua nos dias de vento forte, em dias quentes e secos e nas primeiras horas da manhã, pois, são alturas em que há maior polinização», aconselha o especialista, apontando outras medidas preventivas a ter durante a época polínica:

«Na Primavera, é também de evitar andar de moto ou bicicleta, praticar campismo, caça ou pesca. Deve-se viajar com as janelas do carro, autocarro ou comboio fechadas e usar óculos escuros de protecção quando se anda na rua, com 100% de filtração ultravioleta!»

Soluções terapêuticas

O uso de medicamentos tópicos no local da reacção alérgica é, hoje, uma das principais estratégias terapêuticas, pois os efeitos são rápidos e há uma diminuição dos eventuais efeitos sistémicos.

«Os agentes farmacológicos desenvolvidos mais recentemente para uso tópico ocular têm múltiplos mecanismos de acção. É o caso dos fármacos de dupla acção – anti-histamínicos de acção rápida e com efeito estabilizador dos mastócitos – que são usados de uma forma mais cómoda (duas vezes por dia) e eficaz», avança Luís Delgado, acrescentando:

«Alguns estudos recentes demonstram também que a aplicação de tópicos oculares pode melhorar os sintomas nasais da rinite, mas não vice-versa.»

E continua: «No entanto, a coexistência de uma rinite aumenta as queixas do doente, diminui a sua qualidade de vida e mantém uma inflamação local, que pode favorecer a penetração do alergénio. Assim, os anti-histamínicos orais não sedativos podem melhorar também os sintomas conjuntivais quando estes se associam à rinite e poderão ser utilizados em tratamento único, em formas ligeiras e intermitentes.»

Os corticosteróides tópicos são também muito eficazes na alergia ocular, dado suprimirem múltiplos passos da reacção inflamatória.

Todavia, Luís Delgado adverte que «por se associarem ao atraso na cicatrização do epitélio corneano, aumento da tensão intra-ocular (glaucoma), formação de catarata e imunossupressão local, com consequente risco de sobreinfecção da córnea e da conjuntiva, a sua utilização deve ser cuidadosa, por períodos curtos e monitorizada por oftalmologistas».

A prevalência

Ainda não existem informações epidemiológicas precisas sobre as conjuntivites alérgicas, quer a nível nacional, quer a nível internacional. Muitas vezes, os sintomas referidos em diversos inquéritos estão associados a perguntas que têm a ver com outras manifestações alérgicas, como a rinite.

Páginas: 1 2 3

ÁREA RESERVADA

|

Destina-se aos profissionais de saúde

Informações de Saúde

Siga-nos

Copyright 2017 Médicos de Portugal por digital connection. Todos os direitos reservados.