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Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica: Uma doença com crescente expressão na população portuguesa

2 Abril, 2008 0

O tabagismo é o principal factor de risco para o cancro do pulmão e para o desenvolvimento de Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC). Estas doenças, com crescente expressão na população portuguesa, seguem de forma diferida a prevalência de hábitos tabágicos na população.

A DPOC é uma doença prevenível e tratável. Mas, uma vez instalada, e sobretudo se persiste o hábito tabágico, tende a progredir lentamente, podendo culminar na insuficiência respiratória. Quando a evolução da DPOC é assim desfavorável, as actividades do dia-a-dia tornam-se penosas e difíceis de realizar.

Como causa de mortalidade, a DPOC ocupa já a quinta posição na União Europeia.

Estima-se que, entre nós, a DPOC esteja presente em cinco a seis por cento dos portugueses em idade activa. Por iniciativa da Sociedade Portuguesa de Pneumologia e do GOLD, coordenado pela Professora Cristina Bárbara, num contexto de acção nacional de rastreios à DPOC, foram examinados 2400 trabalhadores de empresas portuguesas, tendo sido a prevalência de DPOC detectada de 6,3 por cento.

Crê-se, consensual e universalmente, que pelo menos 20 por cento dos fumadores virão a desenvolver DPOC.

Na DPOC, a tosse crónica e a expectoração precedem habitualmente em muitos anos o desenvolvimento da limitação respiratória. A dificuldade respiratória começa por surgir em esforços banais, evoluindo depois para uma limitação em actos essenciais do viver, como o falar, tomar banho, vestir, etc.

O diagnóstico desta patologia é simples e baseia-se no registo da capacidade ventilatória por espirometria. Os resultados da espirometria são ainda úteis para orientar a terapêutica e estabelecer o prognóstico.

A DPOC, em Portugal, está claramente subdiagnosticada! E quando identificada, subtratada! As razões para assim acontecer são múltiplas: o fumador subvaloriza os sintomas e vive com eles sem comunicar ao médico; os profissionais e autoridades de sáude só nos anos “90” é que despertaram colectivamente para o grande problema que é a DPOC; depois, há insuficiência de formação dos profissionais de saúde e dos meios de diagnóstico, isto é, espirometrias.

Professor António Segorbe Luís

Presidente da Sociedade Portuguesa de Pneumologia

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