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Sinais de cancro

24 Setembro, 2009 0

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Pode ser esse o objectivo da quimioterapia, também usada como primeira opção: trata-se da utilização de químicos para matar as células, tanto podendo ser administrada por via oral (comprimidos) ou através de injecção intravenosa (na veia). Em ambas as situações, o fármaco circula por todo o corpo.

Já a radioterapia consiste na utilização de raios de elevada energia, que actuam de uma forma localizada, permitindo diminuir o tamanho do tumor. Quanto à imunoterapia, recorre à capacidade natural do organismo para combater a doença, ou seja, utiliza o sistema imunitário, sendo uma opção, por exemplo, para diminuir o risco de recidiva.

Como todos os tratamentos, também estes podem ter efeitos secundários. Os mais conhecidos estão relacionados com a quimioterapia e prendem-se com a queda de cabelo: ela acontece porque os fármacos circulam por todo o corpo, atacando também células saudáveis como os folículos capilares.

Contudo, este é um efeito temporário, pois o cabelo volta a crescer. O aparelho digestivo também sofre com estes químicos, podendo ocorrer perda de apetite, náuseas e vómitos, diarreia e feridas na boca.

Outras células afectadas são as do sangue, cujo número pode ser reduzido, abrindo caminho a infecções, hematomas ou hemorragias.

Cansaço e fraqueza são outras das possíveis consequências da quimioterapia, podendo ocorrer também após uma cirurgia. Já quem faz tratamento com radiações pode queixar-se de vermelhidão, secura e maior sensibilidade da pele e perder algum cabelo ou pêlos na zona tratada.

A imunoterapia causa também alguns incómodos, podendo haver erupção no local da injecção, febre, arrepios, dores de cabeça, cansaço e sintomas digestivos.

 

E depois da cura?

Os progressos no tratamento e na detecção precoce do melanoma têm permitido que muitas pessoas se curem. Contudo, isso não significa que devam descurar a vigilância, até porque há o risco de uma recidiva ou de um outro melanoma.

É que basta uma célula cancerígena não ter sido detectada e destruída para o tumor reaparecer. Dito assim, parece alarmista, mas sublinha a importância de vigiar o estado de saúde da pele e de fazer exames regulares, de acordo com o calendário estabelecido pelo médico. Desta forma é possível actuar rapidamente à mínima suspeita.

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Vigie a sua pele!

Quer tenha ou não tido cancro cutâneo, é fundamental vigiar a pele: assim se detectam a tempo eventuais sinais suspeitos. Eis as recomendações da Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo:

• A melhor altura é depois do banho ou do duche;

• Procure uma zona bem iluminada, use um espelho de corpo inteiro e um de mão;

• Inspeccione primeiro as palmas das mãos e os antebraços, sem esquecer os espaços entre os dedos;

• Coloque-se diante do espelho e dobre os braços para si, de modo a poder ver a parte de trás dos antebraços e dos cotovelos;

• Observe a parte anterior do corpo, bem como a face, o pescoço e os braços;

• Vire o lado direito do corpo para o espelho e levante o braço; faça depois o mesmo com o lado esquerdo;

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