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Sinais de cancro

24 Setembro, 2009 0

O risco aumenta quando se concentram mais de 50 destes sinais. E ainda quando a eles se juntam os chamados nevos displásicos: são sinais atípicos, com um aspecto anómalo, que têm mais probabilidade de evoluir para melanoma do que os comuns.

A pele clara aumenta igualmente a vulnerabilidade da pessoa, na medida em que é uma pele com menos melanina, logo menos protegida de agentes como a radiação ultravioleta. É por isso que as pessoas de raça branca desenvolvem melanoma com mais frequência do que as de raça negra.

Antecedentes pessoais de cancro cutâneo também aumentam o risco: sabe-se que as pessoas que já foram tratadas a um melanoma podem vir a ter um segundo. A probabilidade também cresce se houver antecedentes familiares, sobretudo se houver dois ou mais parentes próximos que tenham tido melanoma.

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A importância da detecção precoce

São os sinais – ou melhor, alterações nos sinais – que denunciam a possível existência de um tumor na pele. São alterações no tamanho, na forma, na cor ou na textura: e por mais ligeiras que sejam devem ficar sob suspeita e desencadear uma consulta médica.

Muitas vezes, forma-se uma nova zona negra na pele, outras surge uma pequena crosta ou um sinal já existente causa comichão – estes podem ser sintomas de um melanoma na fase inicial. Já numa fase mais avançada pode haver modificação na textura, com o sinal a tornar-se duro ou exibir protuberâncias. Do sinal pode ainda libertar-se pus ou sangue, não havendo dor.

É importante estar atento a estas mudanças, por mais insignificantes que pareçam, dado que, quando detectado e tratado precocemente, o melanoma pode ser curado. Mas se não for removido numa fase inicial, quando ainda é fino e não invadiu a pele em profundidade, há o risco de as células malignas se espalharem no interior, tornando o melanoma mais espesso e profundo, logo mais difícil de controlar.

Perante a suspeita, há que fazer uma biopsia para um diagnóstico definitivo. Trata-se da remoção parcial ou total do tecido proeminente para posterior análise laboratorial. Se o resultado for positivo, o passo seguinte é determinar a fase em que a doença se encontra, de modo a definir o tratamento mais adequado. O médico avalia a espessura do tumor, a sua extensão e grau de invasão da pele e dos gânglios linfáticos vizinhos ou de outros órgãos.

Dessa avaliação resulta o enquadramento do tumor num de cinco estágios de desenvolvimento. No menos grave, o estágio 0, as células estão confinadas à camada exterior da pele, enquanto no mais grave, o IV, as células já se disseminaram para outros órgãos, longe do tumor original. Há ainda a possibilidade de uma recidiva, ou seja, o regresso do tumor após tratamento, no local original ou noutra parte do corpo.

 

Opções de tratamento

É em função deste diagnóstico específico que o médico propõe um plano de tratamentos, tendo ainda em conta a idade do doente e o seu estado geral de saúde. As opções, isoladas ou combinadas, envolvem cirurgia, quimioterapia, radioterapia e imunoterapia.

A cirurgia consiste na remoção do tumor e de algum tecido saudável à sua volta, de modo a formar uma zona de segurança. Depois deste procedimento, pode ser necessário administrar outro tratamento de modo a destruir células malignas que possam ter permanecido no organismo.

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