Sinais de cancro
• Assimetria – quando a forma de uma metade não coincide com a outra;
• Bordo – quando os contornos são irregulares e o sinal mal delimitado;
• Cor – quando a cor não é uniforme;
• Diâmetro – quando é superior a cinco milímetros;
• Espessura – quando o espessamento é recente.
Muitos melanomas apresentam todas estas características, mas alguns podem evidenciar alterações apenas numa ou duas, pelo que é melhor jogar pelo seguro e consultar o médico à mínima suspeita.
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O vestuário influencia?
A forma como homens e mulheres se vestem actualmente parece estar a influenciar as zonas do corpo em que o melanoma se manifesta preferencialmente.
Quem o disse foi o presidente da Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo a propósito do Dia Europeu do Melanoma 2009.
Assim, regista-se um aumento do número de casos no tronco e membros superiores das mulheres, consequência possível do uso frequente de vestidos e blusas com alças. Em contrapartida, está a diminuir o número de casos nas pernas femininas, talvez devido ao uso generalizado de calças entre as mulheres.
Dez mil – é este o número estimado de casos de cancro cutâneo que surgem todos os anos em Portugal. E deles entre 700 a 800 assumem a sua forma mais grave – a de melanoma. A aumentar todos os anos, ao ritmo a que se acumulam as consequências de um dos seus principais factores de risco – a exposição excessiva e desprotegida ao sol.
A radiação ultravioleta é, efectivamente, culpada pelo melanoma, mas não só a que provém do sol: também as lâmpadas solares e as câmaras de bronzeamento têm o mesmo efeito nefasto sobre a pele. Independentemente da fonte, estes raios causam o envelhecimento prematuro e danos cutâneos. Há uma diferença, porém: enquanto o sol natural deve ser desfrutado com protecção, o sol artificial deve ser evitado.
E porquê o risco? É que a radiação actua sobre os melanócitos, as células que produzem melanina, o pigmento que confere à pele o seu tom natural. Quando é exposta aos raios, a pele escurece, ficando bronzeada, o que acontece porque os melanócitos reagem, produzindo mais melanina.
Ora, a exposição desregrada pode interferir sobre o ciclo natural destas células, fazendo com que haja alterações na sua estrutura – tornam-se assim malignas. E tanto podem ficar limitadas à pele como espalhar-se para outras partes do corpo, nomeadamente para os gânglios linfáticos vizinhos ou para órgãos como o fígado, os pulmões ou o cérebro. Há um novo tumor nesses órgãos, mas continua a ser de origem cutânea, pelo que se fala em melanoma metastizado.
Não se conhecem exactamente as causas do melanoma, mas sabe-se que há factores de risco. A começar pela radiação ultravioleta e pelas suas consequências sobre a pele (queimaduras solares repetidas, por exemplo).
Também os sinais cutâneos aumentam a probabilidade: são pequenas proeminências de melanócitos e de tecido circundante, normalmente de cor rosada ou castanha, redondos ou ovais e mais pequenos do que a borracha de um lápis. Tanto podem estar presentes desde o nascimento como surgir ao longo da vida e cada pessoa pode ter entre 10 e 40.

