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Realidade Virtual ajuda no tratamento de pessoas com perturbações mentais

28 Novembro, 2011 0

“Novas formas de intervenção em psiquiatria: a terapia por exposição por realidade virtual” e “Novos paradigmas no diagnóstico das demências” foram dois dos principais temas abordados no primeiro dia de trabalhos do congresso.

Pedro Gamito, director do LabpsiCom, Laboratório da Universidade Lusófona em Lisboa, demonstrou como as tecnologias podem ajudar o serviço clínico e melhorar a vida das pessoas, confrontando os doentes com situações semelhantes àquelas que serviram como elementos traumatizantes.

Por meio de uma realidade virtual, paralela, estas pessoas deparam-se directamente com os seus medos e receios, facilitando o diagnóstico médico e respectivo tratamento. O uso deste método poderá reduzir os custos e a morosidade associados ao tratamento com determinadas terapêuticas e simultaneamente permitir ao sujeito trabalhar distintas questões do seu foro psíquico.

Por seu turno, na sessão dedicada aos “Novos paradigmas no diagnóstico das demências”, abordou-se a questão da evolução do conceito ao longo da história, desde os seus primórdios, quando era vista enquanto consequência inevitável do envelhecimento, até aos dias de hoje, abordada enquanto perda da capacidade cognitiva, sem correlação directa ao factor idade.

De acordo com o Dr. Joaquim Cerejeira, psiquiatra, a vida activa, que englobe estimulação cerebral e exercício físico, surge como factor preventivo da demência. A importância de marcadores biológicos, enquanto elementos sinalizadores, de avaliação e medição de um processo patológico, foi outro dos temas abordados nesta sessão, pelo Dr. Luiz Cortez Pinto, do Hospital Garcia de Orta.

No segundo dia do Congresso, o destaque vai para os temas: a “Ressonância magnética funcional e NOC”, “Psiquiatria e Sociedade”, “Stress, inflamação e depressão: a conexão para a demência?”, “Qualidade no serviço de psiquiatria”, e “Capacidade e competência: entre a Psiquiatria, a Lei e a Ética”.

A OMS (Organização Mundial de Saúde) estima que 450 milhões de pessoas sofram de algum distúrbio mental em todo o mundo. Destas, menos de metade recebe tratamento. Os preconceitos e estigmas associados à doença mental podem ser a causa do subdiagnóstico deste tipo de doenças, que leva ao reduzido acesso aos cuidados de saúde e tratamentos nesta área.

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