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Pulmões em risco…

8 Março, 2013 0

Partilha sintomas com a constipação e a gripe e, aliás, acontece, com frequência, depois de uma destas infecções respiratórias do Inverno. Contudo, é mais grave. É a pneumonia, uma doença que se trata e que se previne.

Quando agentes infecciosos como vírus e bactérias chegam aos pulmões, pode estar aberto o caminho a uma pneumonia.

Os sintomas iniciais são em tudo semelhantes aos de muitas outras doenças respiratórias: febre, arrepios e tosse são alguns deles, mas também dores musculares, dores de cabeça e fadiga.

Contudo, a semelhança de sintomas é apenas inicial pois, à medida que a infecção avança, surgem outras manifestações como a dificuldade respiratória e produção de muco (de cor amarelada ou esverdeada).

Os vírus não são, porém, a única causa de pneumonia, que pode ter igualmente origem bacteriana.

Quando assim acontece a doença pode declarar-se isoladamente ou em simultâneo com uma infecção viral, bem como na sequência de uma gripe. Os sintomas instalam-se subitamente, incluindo tremores e arrepios, suores, febre elevada, dificuldade respiratória, dor no peito e tosse com muco espesso. São muitas as bactérias passíveis de causar pneumonia, mas as mais comuns são os estreptococos e os estafilococos.

Entre outros agentes causais possíveis, embora mais raramente, contam-se também alguns tipos de fungos.

Há ainda um tipo de pneumonia muito específico, a chamada pneumonia  atípica, causada habitualmente pelo Mycoplasma pneumoniae. Inicialmente surgem sintomas semelhantes aos de uma pneumonia viral ou bacteriana mas com a progressão da doença desencadeiam-se sintomas extrarrespiratórios, dando a sensação de ser uma doença mais generalizada.

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Alvéolos invadidos

A pneumonia é uma inflamação dos pulmões, mais precisamente dos alvéolos, pequenos “sacos de ar” existentes nas extremidades dos brônquios.

Em circunstâncias normais, os pulmões estão a salvo de infecções  pois o organismo filtra o ar que respiramos.

É essa, por exemplo, a função dos cílios nasais, com a aparência de pequenos pelos existentes no interior das narinas e que travam a entrada de microrganismos e partículas. É essa também a função da tosse, através da qual expelimos substâncias potencialmente agressivas, impedindo-as de chegarem aos pulmões.

Mas nem sempre estes filtros naturais são eficazes, umas vezes devido à agressividade dos agentes infecciosos, noutros casos pelo enfraquecimento das defesas do organismo. Vírus ou bactérias acabam por conseguir avançar até aos alvéolos, onde são alvo da acção dos glóbulos brancos (ou leucócitos) que integram o sistema imunitário e, em consequência, atacam os invasores. Mas a presença, em simultâneo, de todos estes elementos nos pequenos “sacos de ar” acaba por causar inflamação: enchem-se então de fluido, tornando a respiração difícil e desencadeando os demais sintomas da pneumonia.

 

Tratar antes que se complique

Como os sintomas iniciais da pneumonia se confundem com os da constipação ou gripe é preciso estar atento e, caso se prolonguem mais do que o habitual ou caso se agravem, há que procurar ajuda médica.

Só assim é possível detectar e tratar a pneumonia a tempo e evitar que esta se complique.

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