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Pulmões em risco…

8 Março, 2013 0

Entre as complicações incluem-se a bacterémia – situação em que a infecção alastra para a corrente sanguínea, e a partir daí pode atingir rapidamente outros órgãos, como o cérebro, os abcessos pulmonares – formação de cavidades cheias de pus; ou o derrame pleural – acumulação de fluidos entre a membrana que reveste os pulmões (pleura) e a que reveste internamente a parede torácica.

Dado o risco, há sinais que não devem ser ignorados: a tosse persistente e com produção de muco, dor no peito (ao tossir e mesmo ao respirar) febre elevada e inexplicada, com tremores e arrepios, e falta de ar. Sobretudo nos grupos de risco: crianças (com dois anos ou menos), idosos, pessoas com o sistema imunitário deprimido ou com outras patologias respiratórias, cardíacas ou renais. No fundo, as crianças porque têm as defesas imaturas ou pessoas mais fragilizadas.

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Se o diagnóstico se confirmar, o tratamento depende da causa da pneumonia e da sua gravidade, sendo o objectivo geral curar a infecção e prevenir as complicações. A maior parte das pessoas é tratada em casa, mas quando há compromisso da capacidade respiratória e risco de complicações pode ser necessário internamento para o doente receber ventilação assistida com oxigénio ou tratamento com antibióticos por via intravenosa (através de uma veia).

Quando a pneumonia é de origem viral, o tratamento pode envolver fármacos específicos como os antivirais, mas na maioria das vezes passa pelos mesmos cuidados que se adoptam numa constipação ou gripe – repouso e líquidos.

Já para a chamada pneumonia atípica – causada por micoplasmas – os antibióticos são uma opção, ainda que em muitos casos a recuperação não seja imediata e que sintomas como a fadiga possam manter-se depois de a infecção ter sido resolvida.

Quanto à pneumonia causada por fungos, trata-se com a ajuda de medicamentos anti-fúngicos.

 

Mais vale prevenir

Uma vez que a pneumonia pode evoluir para um quadro clínico mais grave, a melhor aposta é a prevenção.

Passa pela vacinação, nomeadamente contra a gripe: afinal, uma das complicações possíveis da gripe é a pneumonia…

Está igualmente disponível uma vacina contra o pneumococo (Streptococus pneumoniae), uma das bactérias causadoras da pneumonia e que pode ser administrada, com toda a segurança e comodidade, na farmácia, uma vez prescrita pelo médico.

A vacinação não oferece protecção total, não prevenindo todas as causas de infecção.

Contudo, numa pessoa vacinada, a pneumonia é habitualmente mais ligeira, dura menos tempo e apresenta um menor risco de complicações.

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Prevenir passa também por um gesto básico mas essencial: lavar as mãos.

Diariamente, as mãos estão em contacto com agentes infecciosos, nomeadamente os eventuais agentes causadores da pneumonia: basta levá-las à boca ou tocar no interior do nariz para eles entrarem no organismo. Lavar as mãos, com sabonete e rigor, reduz a probabilidade de contaminação.

As toalhitas desinfectantes também são úteis, sendo adequadas aos momentos em que não seja possível lavar as mãos: andar com uma é, aliás, aconselhável.

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