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Perigos à mesa

1 Agosto, 2009 0

Se as regras básicas não forem cumpridas, as consequências podem ser desastrosas, ao ponto de estragar as tão merecidas férias: “diarreia, vómitos dores abdominais e desidratação”. Tratando-se de infecções alimentares, “o período de incubação pode ser de horas, dias ou semanas, depois de se ingerir um alimento contaminado”. Já nas intoxicações, “dependendo da toxina em causa, podem surgir efeitos imediatos ou demorar anos a manifestarem-se (como no caso dos metais pesados)”, esclarece.

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“Caso alguém suspeite de uma doença alimentar, deve dirigir-se imediatamente ao Centro de Saúde da sua área de residência. A maioria destas doenças tem um tratamento simples e só os casos mais graves serão encaminhados para os hospitais”, adianta Sónia Mendes, acrescentando que em qualquer das situações “a hidratação também é fundamental para o sucesso na recuperação dos doentes”.

 

Prevenir antes de remediar

“Para evitar doenças de origem alimentar em casa, em primeiro lugar, é necessário adquirir alimentos e/ou água de fonte segura. Depois da compra, esses alimentos devem ser transportados em boas condições de higiene e a temperaturas adequadas”, aconselha a nutricionista. Mas, no caso dos congelados e refrigerados, a regra é adquiri-los sempre no final das compras, “utilizando bolsas térmicas para o transporte e demorando o mínimo de tempo possível nas deslocações”.

Em casa, os alimentos congelados trazidos do supermercado devem ser “imediatamente guardados no frio e só depois as mercearias”. Mas a regra número um passa, acima de tudo, por “manter a higiene de todos os locais, equipamentos e utensílios que contactam directa ou indirectamente com os alimentos”. Os alimentos de congelador devem ser, preferencialmente, “descongelados no frio”. Em caso de emergência, “os alimentos podem ser descongelados em água fria corrente, dentro de um saco plástico transparente”.

Se a refeição for feita fora de casa, “devem-se preferir locais que têm implementado o sistema preventivo de segurança alimentar (designado pela sigla inglesa HACCP), facilmente identificado pela sinalização colocada à entrada do estabelecimento”, indica. “Este sistema é obrigatório por lei em todas as instalações alimentares, desde um simples vendedor de cachorros quentes, até ao restaurante, passando por feiras, festivais, talhos, padarias e mercados.”

Quem viaja para o estrangeiro, também não se pode esquecer de algumas medidas de prevenção. Caso contrário, basta um simples alimento para “entornar o caldo”. “Caso tenha dúvidas acerca do local, lave bem as mãos antes de mexer em alimentos; não coma ovos e produtos derivados (maionese e outros molhos, produtos de pastelaria, pratos e sobremesas com ovos); evite consumir mariscos e crustáceos; opte por carnes e peixes bem passados; não coma saladas, mas sim vegetais cozidos e beba água fervida ou engarrafada. Prefira fruta e legumes inteiros, lave-os e retire-lhes a casca antes de os comer crus.”

 

Como conservar os alimentos?

Verão convida a passeio, a praia e a alguns piqueniques. Se está a preparar a lancheira, siga os conselhos de Sónia Mendes na conservação dos alimentos.

– Confeccionar os alimentos no próprio dia. Caso não seja possível, após a confecção, estes devem ser arrefecidos, recorrendo, por exemplo, à técnica de dividir em porções mais pequenas, ou usar água com gelo para arrefecer o(s) recipiente(s). Manter esses alimentos no frio até ao momento de partida;

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