Papiloma Humano: O vírus causador de cancro
Como o VPH provoca cancro
O vírus penetra no epitélio do colo do útero através de fissuras traumáticas e infecta as células da camada mais profunda. Cerca de 90% destas infecções curam-se espontaneamente.
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Nalguns casos, raros, a molécula de ácido desoxiribonucleico (ADN) do vírus penetra no genoma da célula infectada e vai, progressivamente, alterar o funcionamento dos genes humanos que controlam a proliferação celular. Em consequência, as células do colo do útero proliferam desordenadamente e invadem os tecidos vizinhos.
Em média, o cancro desenvolve-se 10 a 30 anos depois da infecção pelo vírus. Apenas cerca de 0,8% das infecções dão origem a cancro.
Campanha de Vacinação*
A Campanha de Vacinação Contra Infecções por Papilomavírus Humano (HPV), terá lugar de 27 de Abril a 2 de Maio nas farmácias aderentes. Esta iniciativa é um contributo das farmácias para a prevenção de infecções por HPV e para a luta contra o cancro do colo do útero no nosso País, o segundo tipo de cancro mais frequente na mulher em todo o mundo.
A vacina contra infecções por HPV faz parte do Plano Nacional de Vacinação (PN V), sendo administrada, por rotina, às raparigas que completam 13 anos no respectivo ano civil. Esta vacinação de rotina será acompanhada até 2011 por uma repescagem das raparigas que completem 17 anos, iniciando-se em 2009 com as raparigas nascidas em 1992. As jovens que não se vacinem no ano recomendado para si podem, ainda, iniciar o esquema até aos 18 anos de idade, inclusive.
Na farmácia, esta vacina pode ser dispensada e administrada a mulheres não abrangidas pelo PN V, ou seja, mulheres com 19 ou mais anos, desde que apresentem uma prescrição médica. Excepção para as jovens que completam 18 anos de idade em 2009 (nascidas em 1991) que, por não estarem abrangidas pelo PN V, podem também ser vacinadas na farmácia. Actualmente a vacina está indicada para mulheres até os 26 anos.
A vacina contra infecções por HPV pode adquirir-se nas farmácias mediante prescrição médica. Comprar a vacina e, de seguida, poder contar com a sua administração na farmácia representa mais conforto e conveniência para si. Também é uma garantia de que a temperatura ideal de conservação da vacina se mantém estável desde o momento da sua compra até à administração.
* Campanha disponível em farmácias aderentes.
Artigo elaborado pela Prof.ª Doutora Maria Carmo Fonseca
Directora do Instituto de Medicina Molecular e da Genomed – Diagnósticos de Medicina Molecular, S.A.

