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Defenda a sua pele do sol

21 Junho, 2009 0

O calor e os primeiros raios de sol são um convite quase irrecusável para uma ida à praia. Mas, apesar de a tentação ser grande, lembre-se que a exposição solar em exagero e dentro do horário “vermelho” pode ser potencialmente perigosa.

Segundo os dados da Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo (APCC), anualmente, surgem perto de mil novos casos de melanoma, um dos cancros mais temidos. Cerca de 90% dos carcinomas da pele resultam de uma exposição exagerada aos raios ultravioleta.

“Os efeitos negativos da exposição aos ultravioleta são cumulativos e, muitas das vezes, visíveis anos mais tarde”, explica o Dr. Osvaldo Correia, secretário-geral da APCC. Isto acontece porque a pele vai “memorizando os choques térmicos inapropriados”. Assim, caso haja “uma predisposição genética ou situações de imunosupressão”, as lesões neoplásicas podem emergir a médio ou longo prazo”.

Para além da ameaça de cancro, uma pele exposta à radiação solar corre o risco de envelhecer mais precocemente. “O sol em excesso agride o DNA de diferentes estruturas da pele, em particular os melanócitos e os queratinócitos”, completa o dermatologista. O fotoenvelhecimento “exprime-se pelas rugas, pela pele amarelada e manchas escuras ou claras nas zonas mais expostas”.

Contrariamente ao que se pensa, os veraneantes são apenas uma parcela da população de risco. Veja-se, por exemplo, alguns trabalhadores que passam horas a fio debaixo do sol, nomeadamente os pescadores, os agricultores ou funcionários da construção civil, conforme refere Osvaldo Correia. O especialista relembra, ainda, que os utilizadores de solários representam, também um grupo de risco, já que nestes locais a “radiação UV é emitida em doses energéticas elevadas”.

 

Benefícios ou prejuízos?

Sabe-se que o sol pode ter um impacto positivo, nomeadamente na “melhoria de alguns problemas cutâneos, sobretudo psoríase, eczemas atópicos e seborreicos”. Mas a moderação é a palavra de ordem quando se fala em exposição solar. Para isso, é necessário respeitar “os horários de menor perigo e ter uma exposição gradual com protecção”.

Há teorias que associam a exposição solar a benefícios dos ossos, mas Osvaldo Correia clarifica alguns mitos: “Estima-se que 30 minutos a duas horas por semana, em áreas limitadas do corpo, como face e mãos, serão suficientes para uma normal síntese da vitamina D e uma melhoria da absorção do cálcio pelo organismo”.

O dermatologista refere ainda que “a radiação UVA é responsável pela maioria das alergias solares, assim como pelo aparecimento de melasma (vulgo “pano”)” e das alergias medicamentosas, tão frequentes por fármacos fotossensibilizantes: anti-inflamatórios, alguns antibióticos, medicamentos do foro cardiovascular, entre outros”.

Nos grupos de risco, há que incluir as crianças, que muitas das vezes são os “elos mais frágil” da falta de protecção solar. “Estudos recentes relatam antecedentes de vermelhidões, após exposição ao sol, em 42% das crianças do primeiro ciclo. E, em 27%, houve registo de queimaduras solares com bolhas e pele a esfolar.”Segundo o especialista, muitos destes “incidentes” ocorrem em espaços abertos do “recreio da escola e nos espaços de prática desportiva”.

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