O que são afinal os “bicos de papagaio”? - Médicos de Portugal

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O que são afinal os “bicos de papagaio”?

2 Julho, 2007 0

A artorse ou a osteoartrose (OA) é uma “doença não inflamatória”. Surge tipicamente em “doentes mais velhos e agrava-se lentamente ao longo do tempo. A OA das mãos é mais frequente nas mulheres e a da anca nos homens”. Mónica Bogas, Interna do complementar de Reumatologia do Serviço de Reumatologia do Centro Hospitalar do Alto Minho em Ponte de Lima dá-lhe algumas dicas para aprender a lidar melhor com a doença.

O que são as artroses?

A artrose ou a OA é uma doença articular sedeada na cartilagem e no osso subjacente, denominado subcondral. A deterioração progressiva da cartilagem articular que se torna rugosa perde a sua espessura e com o tempo, deixa exposto o osso subcondral. Este osso reage de uma forma desorganizada, aumentando a densidade e a área de suporte, através da formação de osteófitos visíveis na radiografia (popularmente referidos como “bicos de papagaio”).

Trata-se de uma doença não inflamatória, embora recentemente, se venha a considerar que a inflamação possa também ter um papel, de uma forma intermitente, na destruição da cartilagem.

Quais são os tipos de OA que existem?

A OA pode ser classificada em primária e secundária. A primária está geralmente associada a uma predisposição genética, e além da idade e do esforço físico, não se identifica uma causa directa para o seu aparecimento. Afecta doentes de meia-idade e idosos e envolve a coluna, a anca, o joelho e algumas pequenas articulações das mãos.

A OA secundária é originada por uma sobrecarga articular (por ex. obesidade) ou por uma anomalia articular prévia (por ex. traumatismo, fracturas, rotura de ligamentos, inflamação). Surge geralmente geralmente antes dos 50 anos e envolve articulações como o ombro, o cotovelo e os punhos.

Como é feito o diagnóstico?

A história clínica e o exame físico são fundamentais e, por vezes, suficientes para o diagnóstico. A artrose típica surge em doentes mais velhos e agrava-se lentamente ao longo do tempo. A OA das mãos é mais frequente nas mulheres e a da anca nos homens.

Ao examinar o doente, pode verificar-se alargamento ósseo da articulação (por ex. nódulos nas pequenas articulações mais distais dos dedos das mãos ou aumento do volume ósseo dos joelhos), deformação (desalinhamento), crepitação (atrito e estalidos com o movimento), derrame (líquido na articulação), redução da mobilidade e instabilidade articular (falta de firmeza a realizar os movimentos). A radiografia simples permite efectuar o diagnóstico.

Dicas para conviver melhor com a doença

– Evite o exercício de alto impacto e a utilização articular excessiva;

– Mantenha-se activo e reforce os músculos em redor da articulação afectada;

– Recorra à fisioterapia por períodos e aproveite para aprender a realizar exercícios que poderão ser efectuados no domicílio;

– Use calçado adequado e canadianadas do lado oposto ao da doença, que contribuem para reduzir o sofrimento de doentes com OA da anca ou joelho;

– Existem medicamentos de uso tópico (cremes e pomadas) que podem ajudar a aliviar os sintomas.

Jornal do Centro de Saúde

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