15º Congresso Mundial de Hipertensão na Grávida
O 15º Congresso Mundial da ISSHP (Sociedade Internacional para o Estudo da Hipertensão na Grávida) realiza-se nos dias 2 a 5 de Julho, no Centro de Congressos de Lisboa, no âmbito do 30º aniversário da ISSHP.
O Congresso abordará temas como: doença hipertensiva da grávida, em particular a pré-eclampsia; restrição ao crescimento intra-uterino do feto (ACIU) e a diabetes gestacional. Tem-se verificado que a gravidez é um teste cardiovascular e de stress metabólico para toda a vida da mulher.
As alterações do organismo durante a gravidez alertam as futuras mães e os seus médicos para situações de saúde a que terão de estar mais atentas no longo prazo. Assim, os temas do congresso abordam a saúde durante todo o ciclo de vida da mulher, desde a primeira menstruação até à menopausa.
A noção de que a gravidez é um momento de alerta para situações futuras é uma oportunidade para que os cientistas e profissionais de saúde (obstetras, especialistas, de medicina materna, ginecologistas, nefrologistas, pediatras, de medicina interna, especialistas de hipertensão, médicos de família, epidemiologistas e parteiras) dêem importantes passos na investigação e na prática clínica.
Na gravidez devem fazer-se rastreios e iniciar programas de prevenção a futuras doenças cardiovasculares e metabólicas nas mulheres (possivelmente até nos bebés e pais) de acordo com as complicações manifestadas durante esse período.
Os Presidentes do Congresso Mundial de Hipertensão na Grávida são o Prof. Belmiro Patrício, Director do Serviço Obstetrícia e Ginecologia do Hospital S. João e Professor da Faculdade de Medicina do Porto e o Prof. Manuel Bicho, Director do Laboratório de Genética da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.
Portugal contará também as presenças de reconhecidos especialistas internacionais nesta área como Baha Sibai (EUA), John M. Davison (Inglaterra), Eric A. P. Steegers (Países Baixos) estes dois últimos respectivamente Presidente e Secretário Tesoureiro da ISSHP.
15º Congresso Mundial de Hipertensão na Grávida
Data – 2 a 5 de Julho
Local – Centro de Congressos de Lisboa
Secretariado do Congresso
Sra. Dª. Cidália Semedo
Tel.: 217120778/79/80 Fax: 217120204 e-mail: cidaliasemedo@veranatura.pt
Rua Augusta Macedo, 12 D, Escritório 2 1600-503 Lisboa
Contextualização do Congresso Mundial de Hipertensão na Grávida
No início da realização destes congressos mundiais do ISSHP (International Society for the Study of Hypertension in Pregnancy), há cerca de 30 anos, a área de enfoque era apenas a doença hipertensiva da mulher grávida. Nos países desenvolvidos até ao terceiro quartel do século XX ainda havia muita mortalidade materna e fetal associada à forma mais grave de doença hipertensiva da mulher, a pré-clampsia/eclampsia. Hoje esta situação apenas se verifica nos países em desenvolvimento, porque nos últimos anos do século XX, graças aos esforços dos investigadores que se dedicam ao estudo desta situação reunidos de dois em dois anos nestes congressos mundiais, este grupo de situações é controlado. A prevenção é possível, e é por isso ainda mais importante investir no planeamento das gravidezes, pois esta fase da vida das mulheres representa uma janela de detecção de situações principalmente cardiovasculares no futuro das mulheres.
Deste modo o âmbito destes congressos alargou-se, abordando-se a hipertensão e as doenças cardiovasculares no seu todo, ao longo da vida da mulher. Actualmente está a passar-se a um outro âmbito que é o das repercussões no feto, no recém-nascido e na futura saúde cardiovascular deste como homem adulto, tudo isto graças aos avanços da abordagem ao feto com métodos não invasivos, imagiológicos e dinâmicos, originando um novo tipo de especialidade em medicina fetal.
Durante a gravidez os níveis absoluto e relativo de hormonas sexuais e outras variam ao longo do tempo, ajustando-se ao crescimento do embrião e do feto. Após um ajuste inicial do sistema cardiovascular nos primeiros meses até às 20 semanas a situação hemodinâmica volta às condições do equilíbrio como no início da pré gravidez. No entanto se essa resposta for exagerada, em virtude de alterações na placenta ainda não bem esclarecidas, resulta uma doença hipertensiva que pode ter vários graus de severidade que culmina na síndrome pré-clampsia/eclampsia, acompanhada de proteinúria e por vezes de convulsões, e/ou ainda de síndrome HELLP* que pode pôr em risco a vida da mulher e do feto. A forma menos grave, a hipertensão gestacional apenas exige repouso e outras medidas não farmacológicas.
Estas duas situações apenas podem constituir no entanto a ponta do iceberg na predisposição para a doença hipertensiva futura, pelo que uma vez reconhecidas tal como já o é a diabetes gestacional, deve ser mantido o seu acompanhamento e controlo por médicos, quer médicos de família, quer obstetras de ambulatório e ainda outros profissionais da saúde.
É pois importante este congresso para a formação e actualização contínua dos médicos de família, obstetras e ginecologistas, internistas, pediatras, cardiologistas, nutricionistas e psicólogos.
*[Síndrome que ocorre com o agravamento do quadro de pré-eclâmpsia. HELLP H: hemólise (fragmentação das células vermelhas do sangue na circulação); EL: alteração das provas de função hepática (elevated liver functions tests) e LP: diminuição do número de plaquetas (células que auxiliam na coagulação) circulantes (low platelets count)].
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