Nutrição: Desde pequenino…
Mas, para que as refeições desempenhem este papel, é crucial que sejam momentos tranquilos, em que as discussões e as conversas difíceis fiquem de lado. Também é importante que a comida não funcione como moeda de troca: isto é, não deve funcionar como recompensa nem como castigo. Máximas como “se não comeres a sopa, não comes sobremesa” ou “se comeres os brócolos dou-te um gelado” podem até resultar na altura, mas acabam por revelar-se contraproducentes, na medida em que a criança estabelece com os alimentos uma relação pouco saudável.
Além de que comer tudo nem sequer é o melhor… Depende da quantidade que se tiver colocado no prato. O recomendável é oferecer à criança pequenas porções e depois deixá-la repetir se ela pedir e caso se justifique. Mas, se, pelo contrário, a criança relutar em comer tudo o mais provável é que já esteja saciada e talvez não valha a pena insistir – afinal, “um dia não são dias” e se já tiver comido uma dose certamente não vai ficar com fome… Insistir pode levar a criança a comer, mesmo sem fome, mais do que o necessário para satisfazer as suas necessidades, podendo dar origem a excesso de peso.
Entre as “receitas” para cativar as crianças para uma alimentação saudável conta-se a sua inclusão na preparação das refeições.
Naturalmente que esta inclusão deve ser feita em função da idade, mas dar-lhes uma ou outra tarefa promove a independência e contribui para que a preparação do almoço ou do jantar seja mais um momento em família. Lavar e cortar a alface para a salada, lavar os legumes para a sopa, por exemplo, são tarefas simples mas que familiarizam as crianças com os alimentos e incentivam-nas a tomar boas decisões sobre o que comem.
Isso não significa que vão preferir salada a batatas fritas, mas estarão mais receptivas a uma boa dose de alface no prato… E ficarão com a semente de hábitos saudáveis, que terá grande probabilidade de germinar quando chegar a hora de comerem fora de casa e que se manterão ao longo da vida.
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Regras de ouro
Aos pais cabe educar a criança, também no que toca à alimentação.
Não é um processo fácil, mas há algumas regras preciosas:
• Evite deixar petiscos à mão, pois a criança acaba por ir comendo entre refeições, o que lhe diminui o apetit e à hora da refeição;
• Evite as ameaças com castigos se a criança não comer – pois pode aumentar a sua repulsa em relação à comida;
• Evite as promessas de guloseimas ou outras recompensas em troca de deixar o prato “limpo”;
• Evite as cedências se ela disser que não gosta sem provar – insista e, sobretudo, não substitua a refeição;
• Dê o exemplo: se vai comer um hambúrguer, como fazer o seu filho comer cenouras cozidas?
• Evite que a criança coma em frente à televisão;
• Evite refrigerantes durante a refeição – além do elevado teor em açúcares, as bebidas gaseificadas criam uma falsa sensação de saciedade e a criança acaba por comer menos;

