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Natal: Um dia não são dias?

24 Dezembro, 2011 0

A questão coloca-se sempre que se aproxima o Natal, época de mesas fartas de deliciosas transgressões a uma alimentação saudável. O convite ao excesso é inevitável, mas com algum bom senso é possível aliar prazer e saúde.

Tempos houve em que os excessos eram exclusivo das épocas festivas. Do Natal, sobretudo. Eram tempos, já distantes, em que a ementa quotidiana se fazia dos alimentos que a natureza providenciava em cada estação. Não é o que acontece hoje em dia: há de tudo, todo o ano, pouco sobrando para os dias de festa.

Assim aconteceu com os doces: deixaram de estar reservados para esses momentos especiais e passaram a ter lugar marcado no final da maioria das refeições. O resultado é uma ingestão de açúcar (e de gordura) muito superior ao desejável, fazendo pairar sobre a saúde o risco do excesso de peso e das doenças que lhe estão associadas.

Os erros acumulam-se ao longo do ano, pelo que, para muitos, o Natal apenas prolonga os excessos. Mas, para outros, coloca o desafio de conciliar a saúde com o prazer: assim é, por exemplo, para os doentes diabéticos, mas devia estender-se a todas as pessoas.

O problema são as tentações: os petiscos doces e salgados, sobretudo os fritos, que se multiplicam de mesa em mesa, atraindo o olhar e fazendo crescer água na boca. Em termos calóricos, a ementa natalícia, mesmo contando com todas as diversidades regionais, é um risco. Não apenas a que se partilha na ceia de família – porque, se fosse só esta, o problema seria menor – mas as que se repetem com amigos e colegas de trabalho, numa sucessão de abusos nutricionais concentrados em poucos dias.

 

Um Natal saudável é possível

Para quem mantém uma alimentação equilibrada ao longo do ano, o Natal pode ser a excepção que confirma a regra e que, aliás, muitos nutricionistas vêem com bons olhos – afinal, um dia não são dias! Mas, para quem ainda não se rendeu às regras do bem comer, o melhor é resistir, usando de moderação e bom senso à mesa.

E, pensando bem, a tradicional ementa do jantar de Natal até é saudável. Na maioria das casas, o bacalhau ainda é rei, acompanhado de batatas e couves, regado com azeite e alho. O bacalhau, que aqui se apresenta cozido, é rico em proteínas, minerais e vitaminas, pelo que dele não vem qualquer mal para a saúde.

Os legumes são sempre de privilegiar, pelos minerais e vitaminas que fornecem. Têm ainda a vantagem de serem saciantes, o que deixa menos espaço para os pratos que se seguem. Quanto ao azeite tem boa reputação, sendo considerado a gordura mais saudável de todas. E o alho tem reconhecidas propriedades medicinais, pelo que fica sempre bem no prato.

É claro que o bacalhau com todos tem vindo a ser substituído por outras formas de confecção: com natas, por exemplo, sabe bem mas faz menos bem. Na ementa de Natal pontua também o peru, em alternativa ou como complemento ao bacalhau. É uma boa opção, por se tratar de uma carne de aves, mais magra.

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