Natal: Um dia não são dias? - Página 2 de 3 - Médicos de Portugal

A carregar...

Natal: Um dia não são dias?

24 Dezembro, 2011 0

Mas o melhor é assá-lo com pouca gordura, removendo a pele. Os doces são mesmo o maior inimigo da saúde nesta altura do ano. Rabanadas, filhós, sonhos, bolo-rei, aletria, pudins, tronco de Natal, lampreia de ovos… – a lista de manjares engrossa-se ao sabor do talento de cada família. São tentações mil, que associam dois “pecados” dietéticos – o açúcar que entra na sua composição e a fritura como modo de confecção.

[Continua na página seguinte]

Entre uma fatia e uma colherada, as calorias vão-se somando. Vejamos como: 100 gramas de bolo-rei equivalem a 398 calorias, o mesmo peso de sonhos corresponde a 389 e de rabanadas a 293. É só fazer as contas… muito mais do que uma refeição do quotidiano.

O que fazer então? Resistir ou perdoar o mal que faz pelo bem que sabe? Nem 8 nem 80: a solução pode passar perfeitamente por provar um pouco de tudo, assim desfrutando do prazer que estas iguarias proporcionam mas sem o sentimento de culpa que nasce dos abusos.

É tudo uma questão de bom senso. Para aproveitar ao máximo os festejos. Até porque não se pode responsabilizar o Natal – mesmo com excessos – por comportamentos que se repetem dia após dia, ao longo do ano. Tal como não se pode esperar que alguém faça dieta logo nesta altura: com tantas tentações, o mais provável é que não passe de uma boa intenção. E mesmo quem está em dieta pode transgredir: uma dieta que envolve grandes sacrifícios pode correr o risco de ser votada ao fracasso. O ideal é que o prazer e a saúde andem de mãos dadas neste Natal. Mas sem excessos, num sentido ou noutro.

 

Bom senso e boas festas

Para que a ceia de Natal seja tão saudável como saborosa aqui ficam algumas sugestões:

• Evite petiscar entre refeições, mas se o fizer, prefira fruta fresca e frutos secos sem sal – são ricos em fibras, vitaminas e minerais, com eles não corre riscos.

• Evite servir como entrada alimentos ricos em sal e gordura, como rissóis e pastéis de bacalhau ou patês.

• Nos queijos, são preferíveis os magros.

• Use e abuse dos legumes – a variedade é muita, aproveite-a para preparar saladas (pode conjugálos com frutos secos, evitando os molhos) ou como acompanhamento.

• Prefira bacalhau cozido a outras formas de o confeccionar – no prato, com azeite e alho, é mais saudável do que no forno com natas.

• O mesmo cuidado é válido para o polvo – cozido em vez de filetes, pois a fritura enche-os de gordura.

• Opte por carnes magras – peru, frango ou coelho são melhores alternativas do que porco ou vaca; cozinhe-as com pouca gordura.

• Se assar a carne, corte na gordura – deixe que se apurem os sucos naturais.

• Reduza o sal, equilibrando-o com ervas aromáticas, que acentuam o paladar sem efeitos indesejáveis.

• Sirva fruta ao lado dos doces – fresca, em salada, ou assada (mas sem açúcar).

Páginas: 1 2 3

ÁREA RESERVADA

|

Destina-se aos profissionais de saúde

Informações de Saúde

Siga-nos

Copyright 2017 Médicos de Portugal por digital connection. Todos os direitos reservados.