Fumos nocivos
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Perda de apetite e de peso, bem como fadiga sem esforço, são outros dos sintomas em fases mais avançadas. Os cílios são pêlos microscópicos que revestem os “tubos” brônquicos e cuja função é repelir os germes e outros agentes irritantes que penetram nas vias respiratórias, impedindo que cheguem aos pulmões.
São como minúsculas vassouras, com as quais fumos e poeiras interferem, paralisando-as: quando isso acontece, as tais substâncias irritantes permanecem nos brônquios e infiltram-se nos alvéolos, inflamando os tecidos e eventualmente danificando as fibras elásticas que suportam estes pequenos sacos de ar. Na DPOC existe lesão das vias aéreas de grande e epequeno calibre, parênquima pulmonar e a nível vascular. Estas alterações incluem inflamação crónica e alterações estruturais.
Uma tosse persistente é dos sintomas mais evidentes de que algo vai mal com os pulmões. É certo que os fumadores se habituam ao chamado “catarro”, mas quando ele se manifesta logo de manhã, ao acordar, é melhor não o ignorar. A presença de secreções – hipersecreção de muco – a acompanhar a tosse deve fazer aumentar as suspeitas. A falta de ar é, naturalmente, o outro prato desta balança, uma vez que na DPOC existe obstrução respiratória e aumento do volume de ar retido no pulmão.
Com frequência, a respiração tornase sibilante. À medida que a idade e a doença avançam é comum surgir a chamada dispneia de esforço – tratase de uma dificuldade em respirarao menor esforço, incluindo nas actividades diárias mais simples como lavar-se, vestir-se e preparar uma refeição. Alguns doentes desenvolvem obstrução das vias aéreas, sem previamente terem tosse ou produção de secreções.
São sintomas que não devem ser ignorados. Antes pelo contrário, devem ser descritos com o máximo rigor ao médico, tanto mais que o exame físico pode ser inconclusivo.
Existem manifestações extra pulmonares nos doentes com DPOC, caso da perda de peso e alterações nutricionais, mas exteriormente pode não haver outros sinais do comprometimento respiratório. Perante as queixas serão feitos exames específicos, a começar pela medição da função respiratória. A imagiologia também pode ajudar ao diagnóstico.
Deixar de fumar para respirar melhor
E uma vez confirmada a doença, o tratamento começa pelo óbvio: deixar de fumar. Para os fumadores de longa data, é uma decisão difícil, que exige uma extrema motivação e determinação.
Todavia, é indispensável para travar ou, pelo menos, abrandar os danos pulmonares: quanto mais cedo se deixar de fumar, maiores serão as hipóteses de uma vida mais longa e saudável. Ainda que a DPOC não tenha cura.
Quanto ao tratamento farmacológico propriamente dito, pode passar pela administração de antibióticos (para debelar eventuais infecções), broncodilatadores (como o nome indica, para dilatar os brônquios e, com isso, facilitar o fluxo de ar) e corticosteróides (para reduzir a inflamação), sendo que muitos destes medicamentos implicam o uso de um inalador.
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Nalguns casos, em que a função respiratória está mais comprometida, pode ser necessário o recurso a oxigénio. E quando na DPOC existem sobretudo lesões de enfisema, e são muito graves, por vezes pode haver possibilidade de cirurgia para redução do volume pulmonar. O transplante de pulmão é igualmente uma opção, ainda que restrita.

