Fibromialgia e Síndrome da FadigaCrónica: Viver cansado - Médicos de Portugal

A carregar...

Fibromialgia e Síndrome da FadigaCrónica: Viver cansado

20 Setembro, 2009 0

Um cansaço extremo sem causa aparente é o que une os doentes de Fibromialgia e Síndrome da Fadiga Crónica, duas doenças muito perturbadoras e que afectam mais as mulheres do que os homens.

Quem sofre de fibromialgia vive cansado. Quem sofre de síndrome da fadiga crónica também. É uma forma simplista de apresentar estas duas doenças, mas a verdade é que um cansaço extremo, sem causa aparente e que não melhora com o repouso, é o sintoma que as une e que é comum à esmagadora maioria dos doentes.

São ambas síndromes porque envolvem um conjunto complexo de sintomas que, à partida, não parecem ter ligação entre si mas que se conjugam num quadro clínico que nem sempre é fácil de diagnosticar. E não são novas, muito embora só nos últimos 20 anos se tenha começado a falar mais delas: em Portugal, tornaram-se mais conhecidas quando algumas figuras públicas se assumiram como doentes.

 

Pontos dolorosos

A fibromialgia é considerada uma doença reumática, por a ela estarem associados pontos musculares sensíveis à dor. Envolve músculos, tendões e ligamentos, mas não articulações, ao contrário de outras patologias da mesma natureza como a artrite reumatóide. Distingue-se também por não causar deformação do esqueleto, apesar de ser incapacitante e dolorosa.

A dor é, aliás, o primeiro dos sintomas. Uma dor crónica que se espalha por todo o corpo e é muitas vezes descrita como “queimadura”, “ardor” ou “picada”. A intensidade oscila durante o dia, mas também em função do esforço praticado, das condições climatéricas, da qualidade do sono e do stress. É difusa, mas há áreas mais sensíveis: são os chamados pontos dolorosos, localizados sobre músculos, tendões e tecido adiposo e distribuídos de uma forma simétrica.

Mais de 90 por cento dos doentes queixa-se de fadiga, mais intensa de manhã e com frequência agravada a meio da tarde. Não passa com o repouso, sendo muitas vezes descrita como uma espécie de cansaço mental que dificulta a concentração.

A falta de energia é tal que o doente chega ao fim do dia exausto. A fadiga anda de mãos dadas com o sono, sendo comum os doentes sentirem-se mais cansados ao acordar do que quando se deitaram. E isto deve-se ao facto de não terem conseguido o estádio de sono mais profundo. Além disso, têm insónias, acordam com frequência durante a noite.

O sono não é, efectivamente, reparador. São factores que se conjugam e que abrem caminho a perturbações cognitivas como a já referida falta de concentração, mas também dificuldades de memória e até confusão mental.

A fibromialgia causa ainda rigidez muscular, uma queixa presente sobretudo ao acordar ou após longos períodos na mesma posição. A maioria dos doentes sofre também de distúrbios gastro-intestinais, nomeadamente prisão de ventre ou diarreia, náuseas e dores abdominais.

As dores de cabeça são igualmente frequentes, sendo ainda referida uma sensibilidade exagerada a determinados cheiros, ruídos, luzes intensas, alimentos e produtos químicos. Possíveis são ainda sintomas como dormência e formigueiro nas extremidades, intolerância ao frio, sensação de secura na boca e olhos, tonturas, dor torácica não cardíaca, zumbidos nos ouvidos, visão turva ou desfocada.

Páginas: 1 2 3 4

ÁREA RESERVADA

|

Destina-se aos profissionais de saúde

Informações de Saúde

Siga-nos

Copyright 2017 Médicos de Portugal por digital connection. Todos os direitos reservados.