Veias sofrem!
Cuide das suas pernas
A doença venosa pode ser prevenida, mediante a adopção de alguns cuidados simples mas essenciais. Assim, é preciso:
• Fazer uma alimentação equilibrada, evitando as gorduras pois podem dificultar a circulação sanguínea;
• Aumentar a ingestão de água, pois torna o sangue menos denso e facilita a sua passagem;
• Perder e/ou manter o peso;
• Praticar exercício físico: andar a pé, de bicicleta ou nadar são actividades benéficas ;
• Evitar permanecer muito tempo de pé ou sentado sem mexer as pernas;
• Evitar cruzar as pernas, pois aumenta a pressão na perna que fica por baixo;
• Evitar vestir roupa apertada;
• Usar calçado com um salto médio, nem muito baixo, nem muito alto;
• Tonificar as pernas diariamente, com a ajuda de um duche frio e de um gel apropriado;
• Repousar com as pernas ligeiramente elevadas;
• Evitar fazer depilação com cera quente;
• Evitar a exposição solar prolongada, preferindo passear na zona de rebentação;
• Evitar o tabaco, pois prejudica a fluidez do sangue.
[Continua na página seguinte]
Sol com moderação
A circulação sanguínea é muito sensível à temperatura: o calor provoca a dilatação de veias e capilares, originando maior acumulação de sangue estagnado.
Daí que os dias de praia devam ser desfrutados com prudência por quem sofre ou tem tendência a sofrer de doença venosa.
Há que redobrar os cuidados com a exposição solar:
• Manter as pernas à sombra nos primeiros dias de praia;
• Tomar banhos de sol o mais próximo possível da linha de água;
• Aplicar protector com um índice elevado;
• Alternar os banhos de sol com banhos no mar;
• Passear na rebentação.
Tudo começa com uma sensação de peso nas pernas. Uma sensação que se atribui, com frequência, ao cansaço próprio de um dia de trabalho, acreditando-se que, com o repouso nocturno, chegará o alívio que permitirá retomar as actividades no dia seguinte.
Contudo, na maior parte das vezes, a fadiga não é transitória. Ela permanece para além das tréguas proporcionadas pelo sono. É que a sensação de peso nas pernas é o primeiro dos sinais da doença venosa. Quando persiste, não deve ser ignorada, devendo motivar uma consulta médica de modo a prevenir o seu avanço.
O mais certo é juntar-se-lhe a dor e, a seguir, o edema. Com os pés e as pernas a apresentarem-se inchados, sobretudo ao fim do dia. As veias estão em sofrimento, na medida em que perderam ou viram diminuída a sua capacidade de fazer retornar o sangue já usado pelas pernas.
E quando se desvalorizam os primeiros sinais, abre-se caminho ao desenvolvimento da doença. O que acontece é que o sangue fica estagnado e as veias dilatam-se e deformam-se, acabando por ficar visíveis e traçar linhas sinuosas e em relevo nas pernas.
Derrames e varizes
São dois os principais tipos de varizes: as aranhas vasculares (chamadas também telangiectasias, embora estas sejam dilatações de vasos sanguíneos que se localizam na parte superior do corpo, principalmente a face, podendo estar associadas a doenças, como por exemplo, do fígado e as veias varicosas. As primeiras são mais conhecidas como derrames, consistindo em pequenos capilares que surgem sob a pele, com o aspecto de finas linhas avermelhadas e sinuosas em tudo semelhantes às ramificações de uma árvore. É sobretudo nas coxas, pernas e tornozelos que se evidenciam. Mais profundas são as veias varicosas, aquelas que normalmente se designam como varizes.

