Medo do cancro do pulmão é a principal razão apontada para deixar de fumar
Medo do Cancro do Pulmão constitui a principal razão apontada por ex-fumadores para justificar a decisão de deixar de fumar, seguindo-se o preço do tabaco e os problemas respiratórios. Analisar as opiniões e atitudes dos Portugueses em relação ao tabagismo e ao Cancro do Pulmão foi o objectivo de um estudo realizado com o apoio da Eli Lilly & Company e divulgado hoje pela Pulmonale – Associação Portuguesa de Luta Contra o Cancro do Pulmão.
Numa altura em que se assinala o Mês do Cancro do Pulmão, o estudo «Tabagismo e Cancro do Pulmão em Portugal» procura analisar a relação que os portugueses têm com o tabaco e a forma como encaram o Cancro do Pulmão – a influência do tabaco situa-se nos 80% dos doentes com cancro do pulmão.
Do total dos portugueses inquiridos, 66% declaram não fumar regularmente, sendo que 34% fumam no mínimo 3 cigarros por dia.
Quando inquiridos os fumadores não regulares (onde se incluem os que fumam esporadicamente) 54% dos entrevistados referem já terem fumado alguma vez.
Entre os não fumadores regulares, a maioria refere ter abandonado os hábitos tabágicos há mais de 5 anos. O receio do Cancro do Pulmão, o preço do tabaco e os problemas respiratórios foram as principais motivações que levaram os inquiridos a combater o tabagismo.
Apesar de o estudo revelar que os Portugueses estão conscientes das principais doenças associadas ao tabaco, como seja o Cancro do Pulmão e o qual constitui a principal motivação para deixar de fumar, a verdade é que mais de metade (65%) dos inquiridos denota um elevado desconhecimento referente à taxa de mortalidade associada a esta doença. Desconhecem os números que apontam para cerca de 3800 novos casos anuais de Cancro do Pulmão mas têm consciência que o tabaco faz dos fumadores um dos principais grupos de risco vulneráveis a esta doença oncológica.
Segundo António Araújo, Presidente da Pulmonale “a melhor forma de combater esta doença continua a ser a prevenção a qual passa pelo combate ao tabagismo junto dos mais novos. Ao analisarmos o perfil dos fumadores percebemos que é durante a adolescência, mais propriamente entre os 14 e os 18 anos, que se adquirem hábitos tabágicos. Consideramos que é importante agir junto das camadas mais jovens para que dentro de uma década, a diferença se faça notar na diminuição da incidência de cancro do pulmão».
Quando questionados sobre os motivos que levaram os ex-fumadores a retomar o vício, cedendo às “recaídas”, são as tensões laborais que mais surgem entre as causas mais evidentes; talvez por esta razão o apoio médico e o recurso a fármacos sejam dois dos métodos mais referidos para combater o tabagismo. Para a Pulmonale «é fundamental que sejam criados programas de cessação tabágica concertados e multidisciplinares através da implementação de consultas médicas, consultas com psicólogos, consulta com nutricionistas, criação de linhas telefónicas de apoio e criação de um sistema de apoio à compra da terapêutica farmacológica».
Algumas conclusões
• A incidência do hábito de fumar verifica-se em 1 em cada 3 pessoas entrevistadas

