Sono: O descanso dos guerreiros
A quantidade de sono de que necessitamos depende de pessoa para pessoa, em função de inúmeros factores, como a idade. O pressuposto é óbvio: um bebé requer mais horas de sono do que um adolescente e um adulto. Mas não há um número mágico que se aplique a todas as pessoas da mesma faixa etária.
Para um adulto, sete a oito horas de sono são, em regra, suficientes. Mas há alguns que precisam de dormir mais e outros para quem umas cinco horas bastam. O que importa é que durmam a quantidade certa.
Quem mais dorme são, naturalmente, os recém-nascidos. Apesar de o seu relógio interno ainda não estar acertado, costumam dormir 16 a 20 horas diárias, distribuídas pelo dia e pela noite. Nas primeiras semanas, acordam de três em três ou de quatro em quatro horas, para serem alimentadas, o que é fundamental para o ganho de peso. Daí que, em regra, não durmam mais do que cinco horas seguidas: é que o seu pequeno estômago não aguenta mais tempo sem uma refeição.
A partir dos seis meses e até completarem um ano, os bebés já dormem a maior parte do tempo de noite, fazendo sestas mais curtas dedia. Estão a mudar, pelo que já podem suscitar uma resposta diferente quando acordam a meio da noite: há que dar-lhes um pouco mais de tempo para voltarem a adormecer e, se isso não acontecer, pode dar-se-lhes um pouco de colo.
O número de horas de sono diário vai decrescendo, situando-se nas 10 a 12 horas, em média, para as crianças em idade pré-escolar e um poucomenos para as que têm entre seis e nove anos. Aos 10, 12 anos, podem ser necessárias apenas nove horas de sono, mas a medida certa tem de ser identificada pelos adultos. Uma criança que dorme pouco mostra sinais de irritabilidade e dificuldade de concentração que não devem ser descurados.
Já os adolescentes tendem a dormir menos do que necessitam. A evolução a que o corpo é sujeita nesta idade de transição requer mais horas de sono, mas a verdade é que eles sofrem de um défice crónico de descanso nocturno. Com consequências: menor atenção, memória de curto prazo reduzida, desempenho insatisfatório, menor tempo de reacção. E comportamentos temperamentais que podem conduzir a problemas com a memória e a concentração.
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Dormir o suficiente
É fácil avaliar se estamos a dormir a quantidade certa de horas: se se sente cansado com frequência, se sente sonolência diurna, se é capaz de adormecer a ler um livro, sentado no sofá ou numa reunião, então talvez não durma o suficiente.
Quem, com frequência, não dorme o suficiente são os idosos. Não porque precisem de dormir menos, mas porque os padrões de sono mudaram: os idosos têm o sono mais leve e acordam mais vezes durante a noite do que os adultos jovens. Por outro lado, doenças e medicamentos podem afectar a qualidade e quantidade de sono.
Mas dormir é preciso. Para bem da saúde: porque estimula o sistema imunitário, tornando o corpo mais capaz de combater infecções; e porque é necessário ao funcionamento do sistema nervoso, nomeadamente às funções da memória e concentração.

