Sono: Não deixe para amanhã o que pode dormir hoje
> A televisão no quarto, o relógio ou o telemóvel ligado na cabeceira devem também ser evitados;
> Em caso de insónia, deve-se fazer algo relaxante (ler ou ouvir música) até o sono surgir, mas de preferência fora do quarto;
> Manter o quarto fresco, escuro e silencioso.
Escala das necess(idades)
> Não existe uma tabela de horas em descanso. Segundo Marta Gonçalves, a dose recomendada “é aquela que nos permite sentir bem durante o dia, sem dificuldades em nos mantermos despertos em situações monótonas”. O número de horas em descanso pode variar de pessoa para pessoa e, ainda, consoante a idade.
> Crianças de 1 a 3 anos: entre 12 a 14 horas;
> Crianças dos 5 aos 12 anos: 10 a 11 horas;
> Adolescentes: entre 8,5 a 9,5 horas;
> Adultos: entre 7 a 9 horas.
Todos os humanos sabem, por experiência própria, que uma boa noite de sono pode ser totalmente reparadora. Mesmo sem darmos conta, enquanto dormimos, o nosso cérebro activa processos de memória e de resolução de conflitos, através dos sonhos. Por este motivo, costuma-se até dizer que “a almofada é a melhor conselheira”. Isto porque nos ajuda a colocar as ideias no lugar e a encontrar soluções para enfrentar os problemas.
Mas, apesar de dormir ser uma necessidade fisiológica que nos mantém saudáveis por dentro e por fora, existem situações do dia-a-dia que nos privam de usufruir do merecido descanso.
Basta ver, por exemplo, que as exigências do mundo laboral elevam, cada vez mais, a fasquia dos objectivos. E, em razão disso, os horários prolongam-se por mais tempo, para se conseguir cumprir os prazos impostos pelo trabalho.
“Infelizmente, um dos preços que temos de pagar pela vida moderna é o estabelecimento de ritmos alheios à nossa fisiologia original”, diz Miguel Meira e Cruz, médico dentista, com especialização na área do sono. O trabalho por turnos, as maratonas de trabalho noite fora e as viagens intercontinentais (responsáveis pelo tão falado fenómeno do jet lag), obrigam a algumas trocas de horários. E, muito embora se tente compensar durante o dia, as pessoas que, repetidamente, atropelam o sono nocturno vão “estar sempre em situação de desvantagem”, continua.
O organismo é comandado por ritmos circadiários (em torno de um dia) – sincronizados com o nascer e o pôr-do-sol -, que alternam entre o estado de sono-vigília. “O corpo está programado para se manter acordado de dia e, à noite, repousar. Quando se alteram os horários, os relógios internos ficam desregulados”, explica a neurologista Teresa Paiva, especialista na área do sono e responsável pelo primeiro mestrado a nível mundial nesta área.
Já Marta Gonçalves, secretária da Associação Portuguesa do Sono (APS), esclarece, também, que “quando não se dorme o necessário – ou nos horários mais adequados -, a privação do sono origina uma sensação de fadiga, irritabilidade, problemas de concentração e diminuição da produtividade”.
O sono comanda a vida

