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Ressonar: Quando a casa vem abaixo…

5 Março, 2012 0

Quem ressona não se apercebe. E quem partilha o leito sofre com o barulho ensurdecedor assustador e deprimente. Ressonar é uma disfunção individual que pode ter sérias complicações na vida do casal.

A negação é uma reacção comum quando se é confrontado com o ressonar, mas as perturbações que provoca no sono podem ser gravosas. A roncopatia, tecnicamente falando, afecta mais os homens, sobretudo os que apresentam excesso de peso, porque aumenta o perímetro do pescoço – quanto maior for o pescoço, maior é a probabilidade de este pressionar as vias respiratórias. O som, alto e arrastado, que rasga o silêncio da noite resulta de uma obstrução no fluxo normal do ar através da parede posterior da boca e no nariz. É aí que a língua e a porção superior da garganta encontram o palato mole e a úvula. Quando estas se tocam e vibram durante a respiração, geram o ronco.

 

Os porquês

As constipações, sinusite, alergia nasal e asma podem fazer ressonar, porque envolvem um estreitamento das vias respiratórias superiores e obrigam a respirar pela boca, em vez do nariz.

Os anti-histamínicos usados para aliviar as alergias e os sintomas da constipação podem também contribuir para o ressonar devido ao seu efeito sedativo, que muitas vezes faz relaxar os músculos da língua e da garganta, tornando-os hipotónicos e parcialmente impeditivos da passagem do ar. O consumo excessivo de álcool, ao sedar, pode igualmente gerar o mesmo efeito.

Mas há ainda causas estruturais, como o desvio do septo nasal ou língua, amígdalas ou adenóides grandes. Nas mulheres, o ressonar é comum no último mês da gravidez, quando as vias respiratórias tendem a estreitar.

Podemos estar também perante um sintoma de apneia obstrutiva do sono, uma doença grave em que a pessoa adormecida cessa a respiração durante vários segundos de cada vez.

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Diagnosticar e prevenir

Basta ter alguém na mesma casa (nem é preciso ser no mesmo quarto) para diagnosticar a roncopatia.

Já as causas terão de ser determinadas por um médico, depois de realizados exames e analisada a história clínica. Muitas vezes é prescrita uma polissonografia, em que o doente dorme uma noite monitorizado, com um aparelho que mede a frequência cardíaca, a actividade cerebral, os níveis de oxigénio, a frequência respiratória e a pressão arterial.

A determinação do grau de roncopatia é essencial para adequar o tratamento: o mais ligeiro significa que o ressonar mal se ouve, tornando-se apenas nítido quando se aproxima o ouvido de quem ressona; o segundo implica que o ressonar se ouve no quarto; no terceiro grau, ouve-se fora do quarto com a porta aberta e, no quatro e último, os sons são audíveis fora do quarto mesmo com a porta fechada.

Quanto a medidas de prevenção, manter um peso certo e evitar excessos no consumo de álcool são elementares. Da mesma forma se devem evitar medicamentos com efeitos sedativos, excepto se necessários.

As alterações de estilo de vida contribuem para mitigar o ressonar. E nas situações mais graves, existem procedimentos cirúrgicos que podem ajudar a aliviar a doença.

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