Quando o trabalho conduz à exaustão
Alguns estudos relacionam a ausência de tempo de recuperação com o stresse exacerbado. “Se acumularmos cansaço ao longo de dias ou semanas, vai ser mais difícil quebrar o ciclo de exaustão e restabelecer as reservas energéticas.” Com a chegada do fim-de-semana, eis que surge o momento de abrandar o ritmo frenético da jornada de trabalho.
Segunda-feira “negra”
Findo o domingo, aproxima-se a hora de começar uma nova rotina de trabalho. “Existem pessoas que descrevem angústia e falta de energia, mal termina o fim-de-semana”, completa a psicóloga, admitindo que, para a grande maioria, “a segunda-feira é um dia difícil”.
Nos países anglo-saxónicos, este dia da semana foi baptizado por “blue Monday”. E tal designação não aparece por acaso. É, pois, ao domingo e à segunda-feira que se faz o “ritual” de preparação mental para a semana que se segue, motivo pelo qual “os trabalhadores são assolados pela falta de vigor”, afirma Maria José Chambel. E acrescenta que, em alguns casos, “os funcionários chegam mesmo a apresentar uma baixa produtividade”.
Há países, como na vizinha Espanha, que utilizam estratégias para “prolongar o período de descanso”. À sexta-feira, os funcionários “despedem-se” do trabalho mais cedo. Mas, em contrapartida, condensam as suas tarefas nos restantes dias, em prol de mais umas horas de descanso ao fim-de-semana. “Os estudos existentes nesta matéria são peremptórios: se o período de descanso for bem aproveitado, o bem-estar e a performance laboral ao longo da semana serão superiores.”

