Pés: Saltos altos ou sabrinas?
Elegância, feminilidade e sensualidade são normalmente atributos do uso de saltos altos. Ganha-se uns centímetros em altura e no ego, mas, com o tempo, perde-se nas dores lombares, entorses e calos.
Por maior que seja o progresso e a tecnologia, a verdade é que ainda está por inventar o calçado ideal. E de cada vez que o cansaço, o desconforto e a dor nos pés nos deixam desolados, lá recordamos que o pé foi feito para andar descalço…
Mas no estereótipo “mulher fatal”, os saltos altos são incontornáveis. Basta lembrar Victoria Abril, em 1991, a deambular na criatividade de Pedro Almodovar no filme de sucesso “Tacones Lejanos”.
A verdade é que para as mulheres, a moda pode ser mesmo sinónimo de sofrimento para os pobres pés. Como se já não bastasse terem de suportar o corpo, os pés de inúmeras mulheres ainda têm de o fazer sobre uma base estreita e inclinada a 7 ou 10 cm de altura “chamada salto”!… A altura dos sapatos implica uma menor superfície de apoio, que se traduz numa concentração do peso do corpo na zona dos dedos.
Alguns estudos confirmam a prática: os saltos altos, qualquer que seja a forma ou tamanho, alteram a forma de andar e o equilíbrio. Usados sistematicamente, os saltos propiciam uma pressão maior nos músculos da frente, que ficam mais longos, enquanto os de trás ficam mais curtos.
Isto explica a sensação de dor quando uma habitué de saltos altos resolve calçar umas sapatilhas.
Inflamações nos tendões (tendinite) e dores musculares são comuns às mulheres de saltos e, no caso de ponteiras finas, as unhas encravadas são frequentes.
Guardiãs da elegância, as mulheres arriscam calosidades, joanetes, tendinites ao optarem por saltos altos…
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As virtudes dos rasos
A altura do salto recomendado para uso diário não deve exceder os 4 cm.
Ultrapassados estes limites, é a postura corporal que está em risco, com o perigo de originar curvatura das costas e até dores nas vértebras sacro-lombares. Sem falar nos calos, nos joanetes, nos dedos deformados…
Saber escolher o sapato
• Reserve 1 cm de folga ao dedo grande do pé.
• Escolha a medida certa – nem largo, nem apertado.
• Quando estiver a experimentar os sapatos, reserve tempo para testar e garantir o seu máximo conforto dos sapatos.
Por maior que seja o progresso e a tecnologia, a verdade é que ainda está por inventar o calçado ideal. E de cada vez que o cansaço, o desconforto e a dor nos pés nos deixam desolados, lá recordamos que o pé foi feito para andar descalço…
Mas no estereótipo “mulher fatal“, os saltos altos são incontornáveis. Basta lembrar Victoria Abril, em 1991, a deambular na criatividade de Pedro Almodovar no filme de sucesso “Tacones Lejanos”.
A verdade é que para as mulheres, a moda pode ser mesmo sinónimo de sofrimento para os pobres pés. Como se já não bastasse terem de suportar o corpo, os pés de inúmeras mulheres ainda têm de o fazer sobre uma base estreita e inclinada a 7 ou 10 cm de altura “chamada salto”!… A altura dos sapatos implica uma menor superfície de apoio, que se traduz numa concentração do peso do corpo na zona dos dedos.
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