Natal: Festas sem stress
Voltando ao planeamento: ele é também o melhor dos aliados no que toca aos preparativos para a consoada. Receber familiares em casa dá trabalho, antes, durante e depois. Pense nisso com tempo. Convide e confirme as presenças com antecipação, de modo a organizar a refeição.
Faça as compras o mais cedo possível, deixando apenas de fora os produtos frescos. E pense em pratos que possam ser confeccionados com alguma antecedência, para não ser preciso estar na cozinha quando os convidados chegarem. E se os convidados forem muitos porque não desafiá-los a contribuir para a ceia? É uma boa forma de aliviar a despesa e também uma forma de fomentar o convívio e a partilha.
E para aliviar o stress peça ajuda. Ninguém consegue fazer tudo sozinho ou, se consegue, corre o risco de ficar tão cansado que não desfruta da festa. Para não chegar ao dia 26 a dizer “Natal na minha casa, nunca mais!” divida as tarefas: afinal, não há super-heróis! Além disso, o Natal é tradicionalmente um momento de partilha. É a celebração da família, do afecto, quer tenha ou não um cunho religioso.
Dar a volta a um Natal menos feliz
No tempo em que vivemos, abundam motivos passíveis de contribuir para um Natal menos feliz.
O divórcio quando existem filhos é um deles. É comum a alternância entre os pais, com os filhos a passarem um Natal com um e o seguinte com outro. Nem sempre esta regra é pacífica, gerando-se conflitos que causam angústia nos adultos e nas crianças. Há que chegar a um consenso e explicá-lo às crianças.
E o pai que fica sem os filhos pode sempre celebrar com eles um Natal antecipado ou adiado: o que importa não é a data, é a festa, o estarem juntos – para as crianças, um Natal fora de horas pode até ser uma aventura divertida…
Outro motivo que alimenta a tristeza nesta altura do ano é a coincidência do Natal com a morte de alguém próximo. A ausência torna-se mais dolorosa, mas é importante não deixar a dor vencer: para isso, nada melhor do que estar com familiares ou amigos, só é que não!
Também o desemprego pode ser uma porta aberta para o isolamento e a depressão: mais uma vez, a resposta está nos outros, nem que seja para algumas horas de bem-estar, sem margem para pensamentos negativos.
Há quem não valorize o Natal e fuja das reuniões familiares. Uma boa alternativa, se as finanças o permitirem, é fazer férias, procurar paragens sem esta tradição cristã.
O Natal é, por definição, um tempo de simbolismo. Na tradição cristã celebra-se o nascimento e, por isso mesmo, se reúne a família. Mas a modernidade veio retirar muito deste simbolismo, com o afã comercial – de quem vende e de quem compra – a sobrepor-se.
Continua a partilhar-se uma refeição familiar, mas a troca de prendas é cada vez mais valorizada. E é em torno deste gesto, que há muito deixou de ser simbólico, que se avoluma muito do stress natalício.

