Insónia - Página 4 de 5 - Médicos de Portugal

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São muitas as causas deste distúrbio do sono muito perturbador da qualidade de vida. O stress está entre as mais frequentes, na medida em que preocupações com a vida profissional ou académica ou acontecimentos como a doença ou morte de alguém próximo, o divórcio ou o desemprego podem impedir que se concilie o sono. A ansiedade e a depressão podem ter o mesmo efeito, embora também possam causar sonolência excessiva.

Os medicamentos podem igualmente interferir com o sono: é o caso de alguns antidepressivos, estimulantes e corticoesteróides, bem como de fármacos utilizados no tratamento de problemas cardíacos e da hipertensão. A mesma influência têm determinados problemas de saúde, a começar pela dor.

Também o consumo de bebidas alcoólicas, de cafeína e de nicotina se reflecte negativamente na qualidade do sono: o café e o tabaco possuem substâncias estimulantes que mantêm a pessoa alerta, enquanto o álcool funciona como um sedativo, podendo ajudar a adormecer mas impedindo um sono profundo e sendo causa frequente do acordar a meio da noite.

Comer demasiado à noite também é meio caminho andado para andar às voltas na cama: é que estar na horizontal não é benéfico para a digestão, podendo causar azia e outros incómodos abdominais que impedem o sono.

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Nesta lista de causas há ainda que contar com a alteração da rotina, por exemplo quando se viaja ou se muda para um turno de trabalho nocturno: há uma mudança nos ritmos circadianos do corpo, os quais funcionam como uma espécie de relógio interno, que numa primeira fase dificulta o adormecer – depois o organismo ajusta-se e o sono volta ao normal.

Uma higiene do sono deficiente também pesa nesta balança: não ter horas certas para dormir e levantar destabiliza o organismo e acaba por desembocar em insónia. E há ainda que contar com a insónia que acontece quando a preocupação excessiva com a impossibilidade de conciliar o sono torna mais difícil…adormecer.

É um ciclo vicioso, nem sempre fácil de quebrar.

 

Sem idade

Qualquer pessoa, em qualquer idade, pode ter insónias. Até as crianças. E nelas a dificuldade em adormecer ou manter uma noite de sono é denunciada, nomeadamente, quando resistem na hora de ir para a cama ou quando reclamam companhia para dormir.

Todavia, a insónia é um distúrbio do sono mais comum à medida que os anos passam. Com a idade, o corpo sofre mudanças que interferem com o sono. Dormir já não descansa tanto como antes, porque se passa mais tempo nos estágios em que o sono é menos profundo – são os estágios 1 e 2, o primeiro de transição e o segundo de sono ligeiro. E como o sono é mais leve também o despertar é mais fácil. Mas as pessoas mais velhas continuam a precisar de dormir – o que muda é apenas o padrão de sono, não a necessidade.

Com a idade aumenta a probabilidade de se sofrer de uma ou mais doenças, o que é sinónimo de medicamentos – e tanto as doenças como os medicamentos podem, como já se referiu, afectar a qualidade do sono.

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