Insónia - Página 2 de 5 - Médicos de Portugal

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Comer demasiado à noite também é meio caminho andado para andar às voltas na cama: é que estar na horizontal não é benéfico para a digestão, podendo causar azia e outros incómodos abdominais que impedem o sono.

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Nesta lista de causas há ainda que contar com a alteração da rotina, por exemplo quando se viaja ou se muda para um turno de trabalho nocturno: há uma mudança nos ritmos circadianos do corpo, os quais funcionam como uma espécie de relógio interno, que numa primeira fase dificulta o adormecer – depois o organismo ajusta-se e o sono volta ao normal.

Uma higiene do sono deficiente também pesa nesta balança: não ter horas certas para dormir e levantar destabiliza o organismo e acaba por desembocar em insónia. E há ainda que contar com a insónia que acontece quando a preocupação excessiva com a impossibilidade de conciliar o sono torna mais difícil…adormecer.

É um ciclo vicioso, nem sempre fácil de quebrar.

 

Sem idade

Qualquer pessoa, em qualquer idade, pode ter insónias. Até as crianças. E nelas a dificuldade em adormecer ou manter uma noite de sono é denunciada, nomeadamente, quando resistem na hora de ir para a cama ou quando reclamam companhia para dormir.

Todavia, a insónia é um distúrbio do sono mais comum à medida que os anos passam. Com a idade, o corpo sofre mudanças que interferem com o sono. Dormir já não descansa tanto como antes, porque se passa mais tempo nos estágios em que o sono é menos profundo – são os estágios 1 e 2, o primeiro de transição e o segundo de sono ligeiro. E como o sono é mais leve também o despertar é mais fácil. Mas as pessoas mais velhas continuam a precisar de dormir – o que muda é apenas o padrão de sono, não a necessidade.

Com a idade aumenta a probabilidade de se sofrer de uma ou mais doenças, o que é sinónimo de medicamentos – e tanto as doenças como os medicamentos podem, como já se referiu, afectar a qualidade do sono.

Além dos anos, há outro factor de risco para as insónias: o sexo feminino. As mulheres sofrem duas vezes mais do que os homens, em parte devido às hormonas – é por isso que podem ter mais problemas com o sono na altura do período menstrual e durante a menopausa.

Dormir o suficiente e bem é importante em qualquer altura da vida. As insónias, quando se tornam recorrentes, abrem caminho a uma série de problemas como baixo desempenho na escola ou no trabalho e menor capacidade de reacção para tarefas como conduzir, o que aumenta o risco de acidentes.

Assim sendo, pode haver necessidade de consultar um médico – primeiro o médico de família que, se considerar justificado, encaminhará para um especialista. Há tratamento, nomeadamente medicamentos. Mas, a maioria das vezes, uma boa higiene do sono é suficiente (ver caixa).

O que é importante é não ignorar as noites mal dormidas. Uma vez por outra acontecem a qualquer pessoa. Mas quando se tornam na regra é preciso actuar: porque o sono é vital – o corpo não desliga, apenas abranda, mas enquanto dormimos há um sem número de tarefas em curso, tarefas essenciais para a saúde e bem-estar.

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