Insónia - Página 3 de 5 - Médicos de Portugal

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Para noites bem dormidas

Uma adequada higiene do sono é suficiente para vencer a maioria das insónias:

• Procure deitar-se e levantar-se à mesma hora todos os dias, evitando alterar drasticamente esse horário;

• Não durma horas a mais ao fim-de-semana, pois não compensa as horas de sono a menos durante a semana e dificultam o acordar na segunda-feira;

• Levante-se se já não tiver sono, dormindo apenas o necessário para se sentir descansado;

• Se não conseguir adormecer, levante-se e faça uma actividade relaxante, como ler, depois volte para a cama;

• Use o quarto apenas para dormir e para a intimidade, evitando ver televisão, trabalhar ou comer na cama;

• Torne o quarto um espaço confortável para dormir, com uma temperatura adequada e o mínimo de ruído;

• Evite as sestas;

• Evite a cafeína, o álcool e a nicotina antes de se deitar;

• Procure fazer do jantar uma refeição ligeira – comer e beber muito à noite perturba o sono;

• Sempre que possível tome um banho relaxante antes de dormir; música suave também ajuda – o importante é descontrair.

Uma noite mal dormida acontece a todos uma vez por outra. Ou porque nos deitámos tarde ou porque tivemos de acordar mais cedo do que o costume ou ainda porque levámos para a cama os problemas do dia. E de manhã, além das olheiras, exibimos um ar de poucos amigos, desejando que ninguém nos dirija a palavra para não corrermos o risco de responder mal-humorados. Trabalhar também é mais difícil do que nos outros dias, porque não demos ao corpo (e à mente) o repouso merecido. Mas é ocasional e, portanto, não tem significado.

Há pessoas, porém, para quem as noites mal dormidas são a regra, não a excepção. É o que acontece quando se sofre de insónias.

A insónia pode ser de curta duração (de uma a quatro semanas) ou persistente/longa duração (mais de quatro semanas). Pode também chamar-se de transitória se dura menos que uma semana. Na maior parte dos casos, a insónia é consequência de diversas situações – a chamada insónia secundária -, mas noutros casos não se relaciona com qualquer problema de saúde: é a insónia primária.

Conciliar o sono é uma tarefa esgotante: ou não se consegue adormecer ou, quando finalmente se adormece, acorda-se ao fim de pouco tempo, o que inviabiliza as horas de sono necessárias para o bem-estar. A insónia pode ainda fazer despertar demasiado cedo, a horas de distância do momento de levantar.

Seja qual for a face que a insónia assuma, o resultado é o mesmo: uma sensação de cansaço e de falta de energia logo pela manhã, sonolência, irritabilidade, dificuldade de concentração. As dores de cabeça são comuns e o desconforto abdominal também. A probabilidade de um erro ou acidente aumenta. E as preocupações com o sono sucedem-se, gerando ansiedade na noite seguinte – e, quanto maior a ansiedade, maior a dificuldade em adormecer…

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