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Durma, pela sua saúde!

5 Junho, 2012 0

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O resultado pode ser o oposto: uma criança cansada tem mais dificuldade em conciliar o sono. Pode ser útil estabelecer uma rotina que a ajude a relaxar antes de dormir: o hábito de ler uma história é dos preferidos, mas qualquer outro serve desde que não seja demasiado prolongado ou complexo. Nestas idades, é possível que a criança acorde de noite: é a idade da erupção dos dentes e a idade dos primeiros sonhos, que podem ser intimidantes, requerendo algum conforto antes de voltar a adormecer.

O número de horas de sono diário vai decrescendo, situando-se nas 10 a 12 horas, em média, para as crianças em idade pré-escolar e um pouco menos para as que têm entre seis e nove anos. Aos 10, 12 anos, podem ser necessárias apenas nove horas de sono, mas a medida certa tem de ser identificada pelos adultos. Uma criança que dorme pouco mostra sinais de irritabilidade e dificuldade de concentração que não devem ser descurados.

 

Adolescentes e adultos nem por isso…

Já os adolescentes tendem a dormir menos do que necessitam. A evolução a que o corpo é sujeita nesta idade de transição requer mais horas de sono, mas a verdade é que eles sofrem de um défice crónico de descanso nocturno.

O que acontece é que na adolescência os padrões de sono tendem a alterar-se: deitam-se mais tarde e procuram levantar-se mais tarde, o que, no dia-a-dia, com os horários escolares, pode ser impraticável, levando-os a tentar recuperar o sono perdido ao fim-de-semana.

Mas esta irregularidade é prejudicial – entre as consequências encontram-se menor atenção, memória a curto prazo reduzida, menor tempo de reacção, alterações no humor e falta de motivação.

Para um adulto, sete a oito horas de sono são, em regra, suficientes. Mas há alguns que precisam de dormir mais e outros para quem umas cinco horas bastam. O que importa é que durmam a quantidade certa. E isso é comprovável: um adulto que se sente cansado com frequência, que sente sonolência diurna, que adormece com frequência a ler um livro, sentado no sofá ou numa reunião, é muito provável que não ande a dormir o suficiente.

Quem, com frequência, não dorme o suficiente são os idosos. Em regra precisam de dormir menos horas, não por terem mais idade, mas por terem uma vida menos activa com menor dispêndio de energia.

Também por essa razão, os padrões de sono mudam: os idosos têm o sono mais leve e acordam mais vezes durante a noite do que os adultos jovens. Por outro lado, algumas doenças e medicamentos podem afectar a qualidade e quantidade de sono.

Mas dormir é preciso. E na saúde do idoso, dormir é essencial no dia-a-dia: ajuda à manutenção da memória e concentração, evita a sonolência diurna que torna os movimentos mais lentos e menos firmes, afectando o equilíbrio com aumento dos riscos de queda e outros acidentes. Dormir bem diminui ainda a tendência para episódios de ansiedade e depressão.

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