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Durma, pela sua saúde!

5 Junho, 2012 0

O que acontece é que na adolescência os padrões de sono tendem a alterar-se: deitam-se mais tarde e procuram levantar-se mais tarde, o que, no dia-a-dia, com os horários escolares, pode ser impraticável, levando-os a tentar recuperar o sono perdido ao fim-de-semana.

Mas esta irregularidade é prejudicial – entre as consequências encontram-se menor atenção, memória a curto prazo reduzida, menor tempo de reacção, alterações no humor e falta de motivação.

Para um adulto, sete a oito horas de sono são, em regra, suficientes. Mas há alguns que precisam de dormir mais e outros para quem umas cinco horas bastam. O que importa é que durmam a quantidade certa. E isso é comprovável: um adulto que se sente cansado com frequência, que sente sonolência diurna, que adormece com frequência a ler um livro, sentado no sofá ou numa reunião, é muito provável que não ande a dormir o suficiente.

Quem, com frequência, não dorme o suficiente são os idosos. Em regra precisam de dormir menos horas, não por terem mais idade, mas por terem uma vida menos activa com menor dispêndio de energia.

Também por essa razão, os padrões de sono mudam: os idosos têm o sono mais leve e acordam mais vezes durante a noite do que os adultos jovens. Por outro lado, algumas doenças e medicamentos podem afectar a qualidade e quantidade de sono.

Mas dormir é preciso. E na saúde do idoso, dormir é essencial no dia-a-dia: ajuda à manutenção da memória e concentração, evita a sonolência diurna que torna os movimentos mais lentos e menos firmes, afectando o equilíbrio com aumento dos riscos de queda e outros acidentes. Dormir bem diminui ainda a tendência para episódios de ansiedade e depressão.

Já não se ouve com muita frequência mas há um ditado popular português que expressa bem a importância do sono para a saúde – é ele “Deitar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer”. É um conselho que, na sociedade actual, se esquece mais do que se devia, ao ponto de Portugal estar entre os países do mundo que mais tarde se deita.

O que, muito provavelmente, significa que se dorme pouco, na medida em que as obrigações – seja o estudo seja o trabalho – começam, quase sempre, de manhã, encurtando o número de horas de sono. Na prática, ao dormirmos menos horas do que necessitamos podemos estar a abrir caminho a um conjunto de problemas: todos os que dormem pouco, não importa a idade, acabam por ver o seu desempenho afectado – crianças e adultos ficam mais cansados e mais irritáveis, o raciocínio fica mais lento, a concentração perde-se mais facilmente, a capacidade de reacção também abranda.

No caso das crianças está provada a associação entre a falta de sono e a diminuição do rendimento escolar e no caso dos adultos crescea percentagem de acidentes laborais e de viação relacionados com a privação de sono. É que o sono é mesmo vital para a manutenção de um estado de saúde em pleno.

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