Durma, pela sua saúde! - Página 2 de 6 - Médicos de Portugal

A carregar...

Durma, pela sua saúde!

5 Junho, 2012 0

Daí que, em regra, não durmam mais do que cinco horas seguidas: é que o seu pequeno estômago não aguenta mais tempo sem uma refeição.

Nos primeiros seis meses de vida, o sono nocturno vai-se prolongando progressivamente até que conseguem dormir quase toda a noite, apesar de poderem acordar uma ou outra vez. E quando isso acontece o mais certo é voltarem rapidamente a adormecer. Mas se permanecerem inquietos ou se o choro se prolongar, o melhor é dar-lhes alguma atenção, pois podem estar, de facto, desconfortáveis: podem ter fome, precisar de mudar a fralda ou até estar doentes.

Ainda assim é importante que estas pausas no sono sejam breves e tranquilas, sem estímulos desnecessários. Há que evitar falar e brincar com o bebé ou acender as luzes, de modo a encorajar a ideia de que a noite é para dormir.

A partir dos seis meses e até completarem um ano, os bebés já dormem mais tempo de noite. Estão a mudar, pelo que já podem requerer uma resposta diferente quando acordam a meio da noite por não voltarem a adormecer tão rapidamente e, nesse caso, pode dar-se-lhes um pouco de colo e atenção. Nesta idade, começa a fazer-se sentir a chamada ansiedade da separação, o que explica algumas das interrupções no sono nocturno e alguma dificuldade em voltar a dormir. Nestes casos, há que ter em atenção os estímulos, pois transmitem aos bebés a mensagem de que, se chorarem ou estiverem agitados, conseguirão a atenção dos adultos.

A ansiedade da separação mantém-se pelo menos até aos três anos, tornando difícil estabelecer uma rotina para dormir. Uma regra simples passa por estar atento ao comportamento da criança, aproveitando o momento em que ela começa a mostrar-se cansada para a deitar e evitando mantê-la acordada mais tempo na esperança de que vá dormir mais e melhor.

[Continua na página seguinte]

O resultado pode ser o oposto: uma criança cansada tem mais dificuldade em conciliar o sono. Pode ser útil estabelecer uma rotina que a ajude a relaxar antes de dormir: o hábito de ler uma história é dos preferidos, mas qualquer outro serve desde que não seja demasiado prolongado ou complexo. Nestas idades, é possível que a criança acorde de noite: é a idade da erupção dos dentes e a idade dos primeiros sonhos, que podem ser intimidantes, requerendo algum conforto antes de voltar a adormecer.

O número de horas de sono diário vai decrescendo, situando-se nas 10 a 12 horas, em média, para as crianças em idade pré-escolar e um pouco menos para as que têm entre seis e nove anos. Aos 10, 12 anos, podem ser necessárias apenas nove horas de sono, mas a medida certa tem de ser identificada pelos adultos. Uma criança que dorme pouco mostra sinais de irritabilidade e dificuldade de concentração que não devem ser descurados.

 

Adolescentes e adultos nem por isso…

Já os adolescentes tendem a dormir menos do que necessitam. A evolução a que o corpo é sujeita nesta idade de transição requer mais horas de sono, mas a verdade é que eles sofrem de um défice crónico de descanso nocturno.

Páginas: 1 2 3 4 5 6

ÁREA RESERVADA

|

Destina-se aos profissionais de saúde

Informações de Saúde

Siga-nos

Copyright 2017 Médicos de Portugal por digital connection. Todos os direitos reservados.