Durma, pela sua saúde!
E um sono de qualidade deve permitir ao indivíduo acordar repousado, de forma a usufruir do melhor das suas capacidades físicas e intelectuais. O que só acontece quando, em cada noite, se dá uma alternância entre os dois estados do sono – REM (da expressão inglesa “rapid eye movement”, que em português significa “movimento rápido dos olhos”) e não-REM. No primeiro já estamos a dormir, mas é como se estivéssemos acordados, devido à intensa actividade cerebral.
É então que sonhamos. Só com o sono profundo, não-REM, que idealmente corresponde a 75-80% do sono do adulto, descansamos de facto, pois há um abrandamento da frequência cardíaca e respiratória e da tensão arterial.
A esta alternância, que se altera com a idade, chama-se “arquitectura do sono.
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Bebés dormem mais…
Se é certo que precisamos de dormir, não é menos certo que não precisamos todos de dormir o mesmo. Um dos factores que influencia a quantidade de sono de que necessitamos é a idade. Mas não há um número rigoroso de horas de sono que se aplique a todas as pessoas da mesma faixa etária.
Os recém-nascidos são quem mais dorme – entre 16 a 20 horas diárias, distribuídas pelo dia e pela noite, sendo que nas primeiras semanas é natural que acordem de três em três ou de quatro em quatro horas para serem alimentados, o que é fundamental para o ganho de peso.
Daí que, em regra, não durmam mais do que cinco horas seguidas: é que o seu pequeno estômago não aguenta mais tempo sem uma refeição.
Nos primeiros seis meses de vida, o sono nocturno vai-se prolongando progressivamente até que conseguem dormir quase toda a noite, apesar de poderem acordar uma ou outra vez. E quando isso acontece o mais certo é voltarem rapidamente a adormecer. Mas se permanecerem inquietos ou se o choro se prolongar, o melhor é dar-lhes alguma atenção, pois podem estar, de facto, desconfortáveis: podem ter fome, precisar de mudar a fralda ou até estar doentes.
Ainda assim é importante que estas pausas no sono sejam breves e tranquilas, sem estímulos desnecessários. Há que evitar falar e brincar com o bebé ou acender as luzes, de modo a encorajar a ideia de que a noite é para dormir.
A partir dos seis meses e até completarem um ano, os bebés já dormem mais tempo de noite. Estão a mudar, pelo que já podem requerer uma resposta diferente quando acordam a meio da noite por não voltarem a adormecer tão rapidamente e, nesse caso, pode dar-se-lhes um pouco de colo e atenção. Nesta idade, começa a fazer-se sentir a chamada ansiedade da separação, o que explica algumas das interrupções no sono nocturno e alguma dificuldade em voltar a dormir. Nestes casos, há que ter em atenção os estímulos, pois transmitem aos bebés a mensagem de que, se chorarem ou estiverem agitados, conseguirão a atenção dos adultos.
A ansiedade da separação mantém-se pelo menos até aos três anos, tornando difícil estabelecer uma rotina para dormir. Uma regra simples passa por estar atento ao comportamento da criança, aproveitando o momento em que ela começa a mostrar-se cansada para a deitar e evitando mantê-la acordada mais tempo na esperança de que vá dormir mais e melhor.

