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Congestão nasal: Para além do “nariz entupido”

29 Setembro, 2014 0

Mais do que a comum expressão “nariz entupido”, a congestão nasal pode revelar-se um verdadeiro incómodo, interferindo negativamente na maioria das acções do quotidiano e na qualidade de vida. Para que este desconforto desapareça, é preciso agir!

A congestão nasal pode ter várias origens  alergénios como o pó, o pêlo dos animais, alguns perfumes, entre outros (rinite alérgica); infecções virais (gripes e constipações)  ou bacterianas (sinusite); alterações morfológicas (desvio do septo nasal), pólipos nasais ou até mesmo ser causada ou agravada pelo uso incorrecto de medicamentos descongestionantes de aplicação local.

Embora habitualmente associada ao aumento das secreções nasais, a congestão  nasal é devida a uma inflamação da mucosa que dá origem à dilatação dos vasos sanguíneos, aumento da permeabilidade capilar e consequente edema. Como consequência, ocorre obstrução nasal com bloqueio da passagem do ar, pelo que mais facilmente o nariz “entope” com as secreções.

Este processo obstrutivo conduz a dificuldades respiratórias, com maior tendência a respirar pela boca, o que causa secura da mucosa oral e maior propensão para tosse e dores de garganta.

Estas são razões que justificam a necessidade de descongestionar as vias nasais, sob pena de simples gestos como comer, beber ou falar se poderem tornar tarefas árduas.

 

Descongestionar para aliviar

Para aliviar o incómodo causado pela dificuldade em respirar é, pois, necessário descongestionar o nariz ou tornar as secreções mais fluídas para que seja mais fácil a sua expulsão. Para tal existem alguns cuidados que podem ser adoptados em casa e, em algumas situações, poderá justificar-se a toma de medicamentos, mas sempre com o aconselhamento de um profissional de saúde.

 

Entre o auto-cuidado e a medicação

Existem alguns cuidados simples que ajudam a aliviar a congestão nasal e que poderão evitar o recurso a medicamentos:

• Assoar o nariz regularmente, mas sem esforço excessivo, estimula a descida do muco

• Inalar vapor de água, no mínimo por dez minutos, contribui para fluidificar as secreções, facilitando a sua remoção. A aplicação de uma solução salina, genericamente conhecida como “água do mar”, é também um óptimo contributo para o alívio dos sintomas de congestão nasal

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• Ingerir muitos líquidos como água, chá e sopa, excluindo bebidas com cafeína pois tendem a secar a mucosa nasal, agravando a congestão

• Dormir com a cabeça ligeiramente elevada em relação ao resto do corpo, uma vez que a congestão tende a piorar na posição horizontal

Apesar de estas medidas serem sempre aplicáveis, poderá ser necessário recorrer a medicamentos.

Existem dois grandes grupos de fármacos aplicáveis nestas situações: os descongestionantes, que actuam na diminuição da dilatação dos vasos sanguíneos, com consequências positivas no que respeita à diminuição da obstrução e melhoria do processo respiratório; e os anti-histamínicos, usados no alívio da congestão nasal de origem alérgica contribuindo para facilitar a respiração.

Em relação aos descongestionantes, estão disponíveis em diferentes apresentações: Gotas – Após uma limpeza adequada das narinas, o doente deve colocar-se ligeiramente inclinado para trás, aplicar as gotas e rodar a cabeça lentamente para ambos os lados, de modo a que a solução se espalhe pela mucosa nasal.

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