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Congestão nasal: Para além do “nariz entupido”

29 Setembro, 2014 0

Spray – O doente deve manter a cabeça direita e inspirar ao mesmo tempo que aplica o medicamento. O aplicador deve ser retirado da narina antes de aliviar a pressão sobre o dispositivo, de modo a evitar a sua contaminação com secreções.

Estes cuidados são, em geral, suficientes para se obter alívio sintomático.

No entanto, se a congestão nasal se prolongar por mais de duas semanas e for acompanhada de inchaço da fronte, em redor dos olhos ou da face, visão turva, tosse por mais d e dez dias, ou muco acinzentado ou amarelo- esverdeado, o mais indicado será consultar o seu médico.

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Sabia que…

Alguns anti-histamínicos podem causar sonolência, devendo ser tomados preferencialmente à noite, antes de deitar.

O uso prolongado de descongestionantes de acção local pode agravar os sintomas de congestão nasal. Tanto os descongestionantes de acção local como os sistémicos são contra-indicado sem doentes com glaucoma e devem ser usados com especial precaução em doentes com problemas cardíacos, hipertensão, diabetes mellitus e hiperplasia benigna da próstata.

 

Bebés e crianças

Nos bebés, a congestão nasal pode interferir com o acto de mamar, ou, quando tal já não se aplica, com a alimentação. Os bebés devem, por isso, merecer cuidados particulares. Um deles passa pela utilização de um aspirador nasal para limpar as secreções, uma vez que os bebés e crianças muito pequenas não sabem assoar-se. Se, ainda assim, não for fácil a sua remoção, poderá ser usada uma solução salina, que permite fluidificar as secreções facilitando a sua remoção e a desobstrução das vias respiratórias. No caso dos bebés com menos de dois meses, se a congestão nasal for acompanhada de febre, deve ser procurada ajuda médica.

Nas crianças mais velhas, a congestão nasal pode ser apenas um sintoma passageiro, mas pode em alguns casos, se persistente, interferir com a audição, o desenvolvimento da linguagem e até com o sono, caso esteja associada a episódios de apneia (breves paragens respiratórias durante o sono). Nestes casos, é necessária a máxima atenção e, eventualmente, a procura de aconselhamento profissional.

A congestão nasal pode ter várias origens  alergénios como o pó, o pêlo dos animais, alguns perfumes, entre outros (rinite alérgica); infecções virais (gripes e constipações)  ou bacterianas (sinusite); alterações morfológicas (desvio do septo nasal), pólipos nasais ou até mesmo ser causada ou agravada pelo uso incorrecto de medicamentos descongestionantes de aplicação local.

Embora habitualmente associada ao aumento das secreções nasais, a congestão  nasal é devida a uma inflamação da mucosa que dá origem à dilatação dos vasos sanguíneos, aumento da permeabilidade capilar e consequente edema. Como consequência, ocorre obstrução nasal com bloqueio da passagem do ar, pelo que mais facilmente o nariz “entope” com as secreções.

Este processo obstrutivo conduz a dificuldades respiratórias, com maior tendência a respirar pela boca, o que causa secura da mucosa oral e maior propensão para tosse e dores de garganta.

Estas são razões que justificam a necessidade de descongestionar as vias nasais, sob pena de simples gestos como comer, beber ou falar se poderem tornar tarefas árduas.

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