Crianças e o desporto: Partida, largada, fugida! - Médicos de Portugal

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Crianças e o desporto: Partida, largada, fugida!

28 Setembro, 2014 0

As crianças parecem ter uma energia inesgotável e o desporto é excelente para descarregá-la… Desde que, naturalmente, com conta, peso e medida.

Desde as corridas loucas nos recreios da escola, entre as escondidas, as apanhadas ou numas trocas de bola, passando pelas escaladas em altura, as crianças não conseguem estar paradas.

Por isso, mesmo sem estarem inscritas em qualquer modalidade desportiva, as crianças despendem energias, desenvolvendo músculos e articulações. Brincar é um hino ao exercício físico, pleno de espontaneidade.

Mas, mais cedo ou mais tarde, o desporto acaba por fazer parte da sua vida, com uma ou mais horas semanais dedicadas à prática de ginástica, natação, judo ou atletismo, seja através dos programas escolares, seja por iniciativa individual.

A educação física visa desenvolver o potencial psicomotor, sendo também um importante factor de socialização.

Em crianças com desempenhos escolares médios, o desporto pode ser um óptimo instrumento de valorização e reconhecimento pessoal, contribuindo em muito para a autoestima, para além de se verificar que crianças mais activas têm um melhor aproveitamento escolar.

E, num tempo em que a permanência na escola é longa, as crianças necessitam de exteriorizar a sua energia, funcionando o desporto como um factor de equilíbrio: um tempo para as actividades intelectuais e outro para as actividades físicas.

Ginástica, patinagem ou natação são exemplos de modalidades em que a criança é confrontada consigo própria, é a sua própria rival, na medida em que os exercícios acabam por exigir que faça melhor do que da última vez.

Estas actividades proporcionam à criança uma certa confiança, mas também podem levá-la a um certo isolamento, contrastando com os desportos colectivos, que implicam combate e oposição, confronto com os outros, podendo exacerbar o espírito de competição. No entanto, a promoção do trabalho em equipa é uma das grandes vantagens dos desportos colectivos no desenvolvimento psicomotor da criança.

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Calibrar o esforço

Os pais têm de ser vigilantes relativamente a eventuais excessos de uma prática intensiva do desporto, para não penalizar o crescimento da criança, tanto a nível físico como emocional.

É necessário incorporar a actividade física no dia-a-dia da criança, quer a opção passe por uma actividade formal ou estruturada (praticada em ginásio, piscinas, etc.) ou por uma actividade informal, integrada nas actividades quotidianas, como por exemplo ir para a escola a pé.

As crianças e adolescentes devem praticar pelo menos 60 minutos de actividade física por dia, a qual, na situação ideal, deveria envolver toda a família.

O número de horas semanais da prática desportiva, bem como a respectiva intensidade devem ser controlados dados os riscos associados a práticas desportivas demasiado intensivas.

Há desportos que exigem gestos tecnicamente difíceis, efectuados de uma forma repetitiva, um elevado número de vezes, esforçando os músculos e podendo implicar lesões nos tendões.

A intensificação da prática e da competição podem traduzir-se numa pressão sobre a criança no sentido de mostrar resultados, aos outros e a si própria, gerando níveis de ansiedade não compatíveis com a idade.

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