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Dossier: Leucemia

22 Julho, 2008 0

O que é a leucemia?

É uma doença maligna com origem nas células imaturas da medula óssea em que a

produção de glóbulos brancos fica descontrolada. Esta situação conduz à diminuição progressiva da produção de células normais e dá lugar a anemia, infecções e hemorragias.

Desconhece-se qual a causa específica da leucemia, embora os cientistas suspeitem que alguns vírus bem como factores genéticos, ambientais e imunológicos possam estar envolvidos.

Os sintomas iniciais da doença incluem fadiga, perda de peso, palidez, infecções e hemorragias.

Tipos de leucemia

Os tipos de leucemia são denominados em função da velocidade de progressão da doença e do tipo de glóbulo branco que afectam. A patologia pode ser classificada como aguda quando progride rapidamente ou crónica quando se desenvolve de forma mais lenta. A leucemia subdivide-se ainda em mielóide (se tiver na sua origem mieloblastos) e linfóide (se tiver na sua origem linfoblastos).

Leucemia Mielóide Aguda

Afecta geralmente pessoas de todas as idades mas com maior incidência em adultos. É uma doença do sangue na qual os mielócitos (células que normalmente se transformam em granulócitos), se tornam cancerosos e rapidamente substituem as células normais da medula óssea.

As células leucemicas acumulam-se na medula, destruindo e substituindo as que produzem as células normais do sangue. São libertadas na circulação sanguínea e transportadas para outros órgãos onde continuam a crescer e a dividir-se.

Podem originar tumores pequenos na pele ou sob a mesma, provocar meningite, anemia, insuficiência renal e hepática ou lesar qualquer outro órgão. Sintomas como fraqueza, falta de ar, infecções, febres, hemorragias, dores de cabeça, vómitos, irratibilidade, dores nos ossos e nas articulações também são comuns.

Leucemia Mielóide Crónica

Atinge pessoas de qualquer idade e sexo, mas é mais rara em crianças com idades inferiores a 10 anos. É uma doença do sangue na qual uma célula que se encontra na medula óssea se transforma em cancerosa e produz um número elevado de granulócitos anormais (outro tipo de glóbulos brancos).

Estes por sua vez, tendem a eliminar as células normais da medula podendo formar grandes quantidades de tecido fibroso que substitui a medula óssea normal.

Durante este desenvolvimento da doença, os granulócitos imaturos entram bruscamente na circulação sanguínea e na medula óssea provocando ainda mais mudanças e, direccionando a doença para uma crise blástica, em que as células-mãe cancerosas começam a produzir apenas granulócitos imaturos, sinal de que a doença se agudizou.

A partir desse momento os tumores compostos por granulócitos (cloromas) de reprodução rápida, podem aparecer na pele, nos ossos, no cérebro e nos gânglios linfáticos.

Grande parte destes granulócitos leucémicos têm a sua origem na medula óssea, mas alguns são produzidos no baço ou no fígado. Estas células podem ir desde muito imaturas a maduras, enquanto que na Leucemia Miéloide Aguda só se observam formas de células imaturas.

Numa fase inicial, a Leucemia Miéloide crónica é por vezes assintomática, contudo, algumas pessoas apresentam fadiga, falta de apetite, perda de peso, febres, suores nocturnos, sensação de estar cheio, palidez, hematomas, hemorragias, aumento de volume dos gânglios linfáticos, formação de nódulos cutâneos, desenvolvimento de anemia, trombocitopenia (redução substancial do nível de plaquetas), entre outros.

Leucemia Linfocítica Aguda

Muito frequente em crianças (abrange cerca de 25-30% de todos os cancros em crianças), com idades inferiores a 15 anos, embora surja também em adolescentes e, com menos frequência nos adultos.

É uma doença do sangue que faz com que as células que normalmente se transformam em linfócitos, se tornem cancerosas e rapidamente destruam e substituam as células que produzem células sanguíneas normais que se encontram na medula óssea. Libertam-se no fluxo sanguíneo e são transportados para o fígado, baço, gânglios linfáticos, cérebro, rins, orgãos reprodutores, entre outros, onde se continuam a reproduzir, multiplicar e dividir… Podem irritar a membrana que recobre o cérebro, chegando mesmo a provocar meningite ou anemias, insuficiência hepática ou renal e lesões de outros orgãos.

Os sintomas incluem fraqueza, falta de ar, infecções, febres, hemorragias, fadiga, palidez, sangramento das gengivas, manchas na pele, tendência para hematomas. As células leucémicas que se encontram no cérebro podem provocar dores de cabeça, vómitos e irratibilidade. A medula óssea pode causar dor óssea e articular.

Leucemia Linfocítica Crónica

Mais de três quartos dos doentes com este tipo de Leucemia têm mais de 60 anos. Afecta duas ou três vezes mais os homens do que as mulheres, tendo o factor genético alguma influência na sua manifestação.

Caracteriza-se por uma grande quantidade de linfócitos cancerosos maduros (um tipo de glóbulos brancos) e por um aumento dos gânglios linfáticos. Inicialmente estes linfócitos aumentam nos gânglios linfáticos e estendem-se até ao fígado e ao baço (entre outros orgãos), provocando um aumento do tamanho. Quando invadem a medula óssea, expulsam as células normais e produzem anemia, diminuição dos glóbulos brancos normais e das plaquetas no sangue.

O sistema imunitário que defende o corpo diminui (reduz a quantidade e actividade dos anticorpos e proteínas que ajudam no combate das infecções), reagindo de forma inadequada contra os tecidos normais e destruindo-os, podendo causar também a destruição dos glóbulos vermelhos e das plaquetas, inflamação dos vasos sanguíneos, das articulações, da glândula tiróide, entre outros casos.

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