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Pulgas e Carraças: Tratar o mal pela raiz!

23 Julho, 2008 0

As carraças são pequenos artrópodes, parentes próximos das aranhas, dos escorpiões e dos ácaros. As pulgas pertencem à grande classe dos insectos. No entanto, estes dois pequenos seres têm, pelo menos, uma coisa em comum: ambos são parasitas que se alimentam do sangue dos mamíferos, podendo causar muito desconforto e sérios problemas de saúde.

Uma picada de pulga pode ser assintomática em alguns animais, noutros causar ligeiras irritações e, nos animais com grande sensibilidade à saliva da pulga, causar uma reacção exuberante de dermatite alérgica. Infestações severas de pulgas podem transmitir variadas doenças, assim como parasitas gastrointestinais. As carraças são parasitas da pele, que se alimentam exclusivamente do sangue do seu hospedeiro. Estes acarídeos têm um forte potencial de transmissão de doenças, agindo como vectores de várias zoonoses (ex: doença de lyme), doenças que podem ser transmitidas ao Homem. O ciclo de vida das pulgas e carraças As pulgas são insectos deveras devotos ao seu trabalho. Num só dia, uma pulga pode picar mais de 400 vezes, podendo chegar a consumir um volume de sangue superior ao seu peso corporal. Uma pulga adulta dirige-se ao hospedeiro para se alimentar. Findo este acto, acasala e produz ovos (uma pulga fêmea pode pôr, por dia, até 50 ovos). Estes ovos, de dimensões microscópicas, caem para o chão, iniciando-se o período mais longo e crítico de uma infestação por pulgas. Após um período de dois a cinco dias, o ovo irá eclodir, surgindo uma larva de pulga que se manterá escondida nos lugares mais escuros e sombrios da casa (carpetes, rodapés), alimentando-se de pequenos detritos orgânicos (desperdícios das pulgas adultas, pedaços de descamação da pele, etc.) até que surjam as condições ambientais ideais para a sua passagem à fase adulta. Esses importantes sinais do ambiente incluem pequenas vibrações e vestígios de dióxido de carbono, garantia da presença de um hospedeiro. Do casulo, eclode uma pulga adulta que se dirige ao animal para a sua primeira refeição! Assim se completa o ciclo, recomeçando tudo de novo…! Por sua vez a carraça apresenta um ciclo de vida que se divide em quatro fases de desenvolvimento, podendo, todas, parasitar um hospedeiro: o ovo, a larva, a ninfa e o adulto. Uma carraça adulta pode chegar a pôr 20.000 ovos, que cairão para o chão e se desenvolverão, preferencialmente se em locais com vegetação de baixa a média altura e algum grau de humidade. Assim, os jardins e matas do nosso campo (e também das nossas cidades.) constituem uma óptima armadilha para os hospedeiros, como os cães ou os gatos, em plena actividade “inspectora” do ambiente que os rodeia. Tratar o mal pela raiz O melhor método para controlar o problema das pulgas é prevenir o seu aparecimento! A primeira atitude a ter passa por compreender e interiorizar que a prevenção da pulga e a sua eliminação, implica, sempre, a prevenção e eliminação do seu desenvolvimento em qualquer fase do seu ciclo de vida, e não exclusivamente quando no estado adulto (única fase que é visível no hospedeiro).

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