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Dossier: Leucemia

22 Julho, 2008 0

A Leucemia Linfática Crónica pode ser classificada segundo o tipo de linfócito envolvido:

– leucemia de Linfócito B: é o tipo mais frequente e constitui quase três quartos de todos os casos de Leucemia Linfática Crónica;

– leucemia de Linfócito T: é a menos frequente.

– outros tipos incluem o síndroma de Sézary (leucemização da micose fungóide); tricoleucemia (tipo raro que produz um grande número de glóbulos brancos anormais, com uns prolongamentos característicos visíveis ao microscópio).

Nos estádios iniciais da afecção, os doentes apresentam gânglios linfáticos aumentados. Outros sintomas podem incluir fadiga, perda de apetite, perda de peso, falta de ar, sensação de ter o abdómen cheio provocado pela hipertrofia do baço, entre outros.

Diagnóstico

A leucemia diagnostica-se através de testes sanguíneos ou exames efectuados na medula óssea, sendo que mais de metade dos diagnósticos são detectados em simples análises de rotina.

Exames para detectar a doença:

Hemograma – Análises normais de sangue.

Medulograma – Após anestesia local, uma agulha específica é introduzida no osso da bacia ou no esterno. Uma amostra de medula óssea é retirada com uma seringa.

Biópsia Óssea – Com uma agulha especial, uma pequeníssima porção de osso é removida.

Tratamento

O objectivo do tratamento da leucemia é parar a evolução da doença durante o maior tempo possível, ou seja, controlar a evolução da doença e atenuar os sintomas, permitindo ao doente continuar as suas rotinas diárias.

A grande diversidade de tratamentos implica a articulação entre diversas especialidades médicas, o que permite decidir e planear o tratamento da maneira mais eficaz e obter melhores resultados no menor tempo possível e com o mínimo de sequelas.

Deste esforço resultou a descoberta do mecanismo de actuação que na origem da Leucemia Mielóide Crónic facilitou, em 2000, a criação do primeiro fármaco anticancro: o mesilato de imatinib.

Os benefícios deste tratamento residem nos poucos efeitos secundários (ataca apenas as proteínas malignas das células cancerosas e poupa as células sãs) e no aumento da taxa de sobrevivência do doente após mais de seis anos depois de ter sido diagnosticada a doença e iniciada a terapêutica. Cerca de 90% dos doentes sobrevivem e reduzem as células tumorais em 99,9%.

A criação do mesilato de imatinib afasta o recurso aos tratamentos convencionais com muitos efeitos secundários, utilizados até finais dos anos 90: quimioterapia, transplante de medula óssea, radioterapia e fármacos demasiado agressivos.

Estar vivo com leucemia e ter qualidade de vida é hoje uma realidade possível. Para isso importa envolver o doente no tratamento, proporcionar mais informação sobre a doença e ajudar no cumprimento do tratamento.

Entidades unem-se para informar sobre a doença

É possível «Estar Vivo com Leucemia»

Em Portugal existem todos os anos mais de mil novos casos de leucemia. As boas notícias são que nos últimos anos a taxa de cura desta doença aumentou 50%.

Esta e outras mensagens foram divulgadas à população no âmbito da Semana Europeia da Leucemia – nos passados dias 2 e 3 de Julho – numa acção que une a CP, Novartis Oncology, Sociedade Portuguesa de Hematologia, Sociedade Portuguesa de Oncologia e Associações de Doentes.

O projecto, inovador, tem por objectivo informar a população, desmistificando medos e ideias erradas sobre a leucemia. Num total, serão 50 mil exemplares do jornal «Estar Vivo com Leucemia» distribuidos aos passageiros da CP nas estações do Porto (Campanha e São Bento), Aveiro, Coimbra, Cais do Sodré e Lisboa (Oriente).

«É muito importante divulgar informação correcta e actualizada sobre esta doença, por forma a combatê-la melhor. Sabemos que o conhecimento do público em geral sobre doenças como a leucemia é em geral muito escasso e frequentemente associado à ideia de cancro, como uma doença fatal e geradora de grande sofrimento físico».

Quem o diz é o médico António Parreira, presidente da Sociedade Portuguesa de Hematologia no jornal «Estar Vivo com Leucemia», uma iniciativa que visa informar e esclarecer a população, desmistificando medos e ideias erradas sobre esta doença que anualmente afecta mais 1.000 portugueses.

Em anexo encontra-se um exemplar do jornal. (Documento associado.pdf)

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