Do que trata a contactologia?
As lentes de contacto são um artefacto que tem por objectivo a correcção dos erros refractivos oculares, ou seja, da miopia, do astigmatismo e da hipermetropia.
Há dois grupos principais de lentes de contacto: as lentes duras e permeáveis aos gases e as lentes hidrófilas ou lentes moles. A maioria dos portadores utiliza lentes moles. Por muito que tenham evoluído, as lentes de contacto são sempre um corpo estranho colocado na córnea que, com ela, pode interagir e provocar complicações por vezes graves. Assim, há um determinado número de normas que devem ser cumpridas para uma utilização sem risco.
Após a adaptação das lentes, o portador deve ser observado anualmente por um médico oftalmologista, para o despiste precoce de eventuais alterações oculares, tais como edema da córnea, a conjuntivite alérgica ou neovascularização corneana.
É necessário implementar regras de higiene rígidas, como lavar sempre as mãos, quando se manipulam as lentes ou os contentores. Não se devem lavar as lentes com água da torneira., pelo que se devem usar sempre os líquidos de limpeza indicados por quem prescreveu as lentes.
Lentes
Existem actualmente no mercado vários tipos de lentes de contacto. As mais utilizadas são as hidrófilas. As lentes hidrófilas podem ser de uso diário, mensal e anual. Contudo, deve-se evitar dormir com as lentes de contacto, pois isso dificulta a oxigenação corneana.
Sempre que tiver sensação de picada, visão turva, ou olho vermelho, a lente deve ser retirada, lavada, e colocada no seu contentor. Se os sintomas se mantiverem deve consultar um oftalmologista.
As mais graves complicações resultantes do uso de L.C (queratite, úlcera da córnea e conjuntivite alérgica) podem conduzir, muitas vezes à suspensão definitiva das lentes e são, na maioria das situações, uma consequência da sua má utilização.
Exame prévio do candidato a utilizador, realizado por um médico oftalmologista, a fim de verificar se existem contra-indicações, nomeadamente:
– Glaucoma por controlar;
– Lesões corneanas;
– Alterações palpebrais;
– Secura ocular.
“Após a adaptação das lentes, o portador deve ser observado anualmente por um médico oftalmologista, para o despiste precoce de eventuais alterações oculares”
“As mais graves complicações resultantes do uso de L.C podem conduzir, muitas vezes à suspensão definitiva das lentes e são, na maioria das situações, uma consequência da sua má utilização”
Dr. Cristiano Claro da Fonseca
Oftalmologista
Jornal do Centro de Saúde
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