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Depressão: A doença de que os homens não falam

3 Julho, 2009 0

E a profissão em que começam por se refugiar também acaba por ser prejudicada: as dificuldades nas relações inter-pessoais e os consumos abusivos podem conduzir a situações extremas como o desemprego.

Os sentimentos negativos são comuns entre estes doentes, sejam homens, ou mulheres.

E, por vezes, conduzem ao suicídio. Mas também aqui há diferenças: a sobrevida feminina é maior, embora tentem mais pôr fim à vida. É que, além de usarem métodos menos radicais, as mulheres dão mais sinais de que algo vai mal com elas e entre as primeiras ideias suicidas e a acção tende a decorrer um longo período.

Já os homens são mais eficazes: são mais rápidos a decidir-se e usam métodos mais letais (não comprimidos, mas armas). Além de que dão poucos ou nenhuns sinais, não falando, por exemplo, em suicídio.

O facto de muitos homens não pedirem ajuda dificulta o diagnóstico e o tratamento. Tanto mais que, mesmo quando se decidem a consultar um médico, tendem a abordar sobretudo os sintomas físicos, em detrimento dos psicológicos e emocionais. Mas é um passo e se o profissional de saúde estiver atento a estas particularidades consegue orientar o doente para o tratamento.

Que passa, normalmente, pela conjugação de psicoterapia e de medicamentos, com os anti-depressivos na primeira linha.

Da depressão recupera-se com ajuda profissional e esforço pessoal. Leva tempo, mas a ajuda é indispensável: é uma ilusão pensar que, sozinho, se é capaz, apenas acentua o sofrimento e adia o fim da tristeza e da desesperança.

 

Depressão pós-parto no masculino

Afinal, a depressão pós-parto não é um exclusivo feminino. Os homens também sofrem. A conclusão é de um estudo do Hospital de Santa Maria da Feira, a partir da análise de casais seguidos na respectiva consulta de obstetrícia.

O trabalho, divulgado o ano passado, envolveu 60 homens através de avaliações às 36 semanas de gravidez e às segunda e sexta semanas após o nascimento. E um em cada sete homens registou depressão pós-natal.

Na 36ª semana de gestação, verificou-se que a depressão no homem influenciou a mulher e vice-versa, havendo maiores índices de depressão quando a gravidez não foi planeada e associada a partos mais difíceis.

A depressão durante a gravidez é marcada pela ansiedade, incerteza, por antever a dificuldade em organizar o dia-a-dia, principalmente depois de o suporte social próprio dos primeiros dias desaparecer.

Já depois do nascimento, os sintomas envolvem tristeza, a sensação de que o mundo está a desabar sobre eles e tudo corre mal, choro fácil e desespero.

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