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Há quanto tempo não se vacina?

4 Julho, 2009 0

O boletim de vacinas fica esquecido numa gaveta mal acaba a vacinação própria da infância. Mas não devia, porque há uma vacina que é para levar de dez em dez anos, por toda a vida – é a que protege contra o tétano e a difteria.

É logo após o nascimento que se recebe a primeira vacina – a BCG, que confere imunização contra a tuberculose, e a que se juntou recentemente a primeira dose da VHB, contra a hepatite B. A partir daí e até aos 10-13 anos, a vacinação faz parte da rotina, de acordo com um calendário previsto no Programa Nacional de Vacinação (PN V). Só uma deve continuar a ser administrada ao longo da vida – a cada dez anos há que renovar a protecção contra o tétano e a difteria.

A estas vacinas, “obrigatórias”, juntam-se outras, não incluídas no PN V, como as que conferem protecção contra a gripe e as chamadas doenças tropicais. Algumas delas podem já ser administradas nas farmácias, com toda a conveniência e comodidade (ver caixa) e com a qualidade de sempre da intervenção farmacêutica.

Mas porquê vacinar? A vacinação é a principal arma contra doenças que, em tempos idos, dizimavam populações inteiras. Salva mais vidas do que medicamentos e outros tratamentos médicos, na medida em que actua preventivamente, evitando a infecção ou diminuindo a sua gravidade.

As vacinas são medicamentos muito particulares, pois são produzidos a partir dos agentes infecciosos, previamente enfraquecidos ou inactivados, os mesmos que causam as doenças que elas se propõem prevenir. O sistema de defesas do organismo reage, produzindo anticorpos destinados a eliminar o agente infeccioso em causa – é a imunidade. Esta protecção pode durar meses, anos ou toda a vida e, se a pessoa voltar a estar em contacto com a bactéria ou o vírus, os anticorpos proliferam rapidamente, impedindo a doença de se desenvolver ou reduzindo a sua gravidade. É uma espécie de memória, cuja eficácia difere de pessoa para pessoa.

E a protecção oferecida pelas vacinas não é apenas individual, tendo benefícios para toda a comunidade.

Com a generalização da vacinação, interrompe-se a cadeia de transmissão da doença de uma forma bastante eficiente.

É esse o objectivo do Programa Nacional de Vacinação. Cada país tem o seu, com o português a proporcionar a vacinação universal e gratuita contra um vasto conjunto de doenças infecciosas. A última inclusão data de 2008 e diz respeito à vacina contra infecções por Papilomavírus Humano (HPV), responsáveis, nomeadamente, pelo cancro do colo do útero.

 

Nunca é tarde para vacinar

As vacinas são seguras, mas, como qualquer outro medicamento, podem causar reacções adversas, normalmente de curta duração.

As mais frequentes ocorrem no local de injecção e incluem inchaço, dor e vermelhidão. Também pode ocorrer febre e mal-estar geral. Qualquer reacção inesperada, mais intensa ou mais prolongada deve suscitar a procura de um profissional de saúde.

É a segurança da vacinação que explica que as primeiras imunizações aconteçam logo após o nascimento, num momento de grande fragilidade.

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