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Dentes alinhados

1 Outubro, 2009 0

Alinhar os dentes e maxilares, corrigindo más posições, é o objectivo dos aparelhos que, cada vez mais, andam na boca de crianças e adultos. Para uma boca saudável mas também uma aparência mais agradável.

Mais ou menos discretos, deixam-se entrever em cada vez mais bocas e de todas as idades. São os conhecidos “aparelhos” dos dentes, a principal ferramenta da ortodontia, o ramo da medicina dentária que visa detectar, prevenir e corrigir as anomalias de dentes e maxilares.

Fala-se em geral de “dentes tortos” mas, sob esta designação, escondem-se problemas muito distintos, com os aparelhos a serem úteis quando os dentes superiores avançam muito em relação aos inferiores (retrognatismo) ou quando acontece o contrário e o maxilar inferior se sobrepõe ao superior (prognatismo).

Mas também quando os dentes estão encavalitados, por falta de espaço, e ainda quando há intervalos acentuados entre os dentes, por não se ter completado a dentição definitiva.

São apenas os exemplos mais comuns, mas há outras situações que podem justificar a intervenção de um especialista e a colocação do aparelho.

Em todos os casos há, no entanto, a preocupação de devolver à boca um alinhamento adequado de dentes e maxilares de modo a facilitar a articulação e a mastigação. É essencialmente uma questão de saúde pois dentes mal alinhados são dentes em risco: a higiene oral é dificultada, favorecendo-se a concentração de placa dentária e o consequente desenvolvimento de cáries e outras doenças dos dentes e das gengivas.

Além disso, quando há desacerto entre os dentes e os maxilares exerce-se uma pressão excessiva sobre os músculos envolvidos na mastigação, o que pode conduzir a alterações na estrutura dos maxilares e dores de cabeça, pescoço, ombros e costas.

Naturalmente que se colocam também questões estéticas: dentes mal alinhados prejudicam a aparência e, eventualmente, afectam a auto-estima.

O excessivo avanço dos dentes da frente ou a existência de dentes sobrepostos podem, por exemplo, levar a pessoa a escondê-los, retraindo-se nos contactos sociais. E as crianças são com frequência alvo da troça dos pares, conhecida que é a chamada crueldade infantil.

 

Discretos ou nem por isso

Não há uma idade limite para a colocação destes aparelhos, mas, em regra, não é preconizada para as crianças com a primeira dentição, excepto se os dentes da frente estiverem de tal forma avançados que haja risco de se quebrarem (em caso de uma queda, por exemplo). Nestas idades, a má posição dos dentes pode estar associada a hábitos como chuchar no dedo, pelo que os especialistas optam por esperar, no mínimo, até aos sete anos. Em geral, aguarda-se pela erupção dos dentes definitivos, avaliando caso a caso a necessidade de intervenção.

Os aparelhos ortodônticos funcionam exercendo pressão sobre os dentes e os maxilares, de modo a produzir os ajustamentos desejados.

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Os mais utilizados são os chamados aparelhos fixos, constituídos por brackets, arames e bandas – os brackets são pequenos quadrados que se colocam na face externa dos dentes; são ligados entre si por arames; já as bandas são fixas à volta dos dentes que servem de pilar ao tratamento; há ainda que contar com os elásticos que seguram os arames aos brackets e que actualmente são verdadeiros arcos-íris, havendo-os de todas as cores, dos mais discretos aos fluorescentes.

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