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Conjuntivite: Como cortinas fechadas

30 Maio, 2009 0

É assim que ficam os olhos com conjuntivite: as pálpebras colam, como se fossem cortinas. E os cantos são inundados por lágrimas. A culpa tanto pode ser de vírus como de bactérias ou ainda das alergias sazonais.

Se ao acordar tiver dificuldade em abrir as pálpebras, se for incomodado por uma sensação de areia nos olhos e se eles se apresentarem vermelhos e lacrimejantes, o mais provável é ser uma conjuntivite.

Trata-se de uma inflamação ou infecção da conjuntiva, a membrana transparente que cobre parte do olho e que é sensível a vírus e bactérias, mas também a substâncias como o cloro e o aparentemente inofensivo pólen das flores, entre outros alergénios.

Quando em contacto com qualquer um destes potenciais agressores, a conjuntiva pode ficar inflamada, apresentando-se vermelha, causando comichão e aumentando a produção de lágrimas.

A estes sinais podem juntar-se uma maior sensibilidade à luz, visão nublada e a produção de muco, mais ou menos espesso. Estes são sintomas partilhados pelas diversas formas de conjuntivite, inflamação ou infecção, que não escolhe idades. E que nos recém-nascidos pode ter como causas a imaturidade do canal lacrimal ou uma doença sexualmente transmissível contraída durante o parto.

Neste caso particular, designado como oftalmia neonatal, o que acontece é que, estando a mãe infectada com clamídia ou gonorreia, o bebé entra em contacto com essas bactérias, desenvolvendo uma forma grave de conjuntivite.

 

Tratar para não contagiar

Com esta excepção, a conjuntivite normalmente não tem consequências severas, mas requer uma intervenção precoce dado o seu elevado grau de contagiosidade, se a causa for infecciosa. Significa isso que, perante os primeiros sintomas oculares, há que procurar o médico, de modo a identificar a origem. Um dos elementos que ajuda a fazer essa distinção é a descarga que se liberta dos olhos: mais aquosa e esbranquiçada quando a causa é viral, mais espessa e amarelada ou esverdeada quando é bacteriana.

O tratamento depende, pois, da causa. A conjuntivite bacteriana trata-se com recurso a antibióticos, sob a forma de uma pomada ou gotas. No caso da viral, que não beneficia destes medicamentos, há que deixar o vírus seguir o seu curso, atenuando s sintomas com a ajuda de um colírio (não antibiótico), das chamadas “lágrimas artificiais” ou simplesmente de soro fisiológico.

Quando a causa é alérgica, as melhorias ocorrem com a toma de anti-histamínicos. Já no que respeita à exposição a substâncias irritantes, o alívio é conseguido através da lavagem dos olhos com água morna, devendo-se evitar o contacto com a causa (não frequentando a piscina durante algum tempo, por exemplo).

Em relação à oftalmia neonatal, requer a administração preventiva de antibiótico, o mais cedo possível após o nascimento, já que a visão pode ser afectada. Quando a conjuntivite é recorrente num recém-nascido, pode significar que o canal lacrimal não está completamente aberto: o pediatra avalia a situação e, se não houver desobstrução espontânea, pode remeter para a intervenção especializada de um oftalmologista.

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